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Morre o publicitário Neil Ferreira, aos 74 anos

No fim da década de 70, Ferreira formou com José Zaragoza, já falecido, uma das mais importantes duplas de criação da história da publicidade brasileira

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07 Novembro 2017 | 23h46

Morreu ontem em São Paulo, aos 74 anos, Neil Ferreira, um dos ícones da propagada brasileira. No fim da década de 70, Ferreira formou com José Zaragoza (que morreu em maio) uma das mais importantes duplas de criação da história da publicidade no País. Na DPZ, a dupla criou filmes que passaram a fazer parte do imaginário dos brasileiros, como o “Menino de olhos vendados”, feito para a Sadia, ou o “Leão do imposto de renda”, criado a pedido da Receita Federal e que transformou o animal em símbolo do IR. Outro personagem marcante foi o “Baixinho da Kaiser”.

“Fico muito feliz em ter sido responsável pela contratação do Neil pela DPZ”, afirma Washington de Olivetto, fundador da W/Brasil e consultor criativo da McCann Worldwide. “Zaragoza estava precisando de um redator e eu saí dizendo que a gente tinha de trazer o Neil.”

Segundo Olivetto, foi em uma palestra de Ferreira que ele decidiu de fato ser publicitário. “A propaganda brasileira deve muito a ele. E eu não teria existido sem o Neil.”

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“Criador de grandes campanhas que entraram para a história da propaganda brasileira, Neil foi um dos ícones do nosso mercado e teve sua história profundamente ligada à da agência”, diz Eduardo Simon, presidente da DPZ&T.

Nascido em Cerqueira César, no interior de São Paulo, Ferreira iniciou sua carreira como jornalista. Em 2002, deixou o mercado de agências.

O corpo do publicitário será cremado hoje, no Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

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