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MORRE UM DOS PAPAS DA TECNOLOGIA BANCÁRIA

Membro do Conselho de Administração da Itautec, que dirigiu por 20 anos, Correa da Fonseca participou da criação dos primeiros caixas eletrônicos

O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2011 | 03h06

O executivo Carlos Eduardo de Capua Correa da Fonseca, conhecido como Karman, foi enterrado ontem no cemitério da Consolação, em São Paulo. Ele morreu na sexta-feira à noite, aos 68 anos, e deixou esposa e três filhos. Formado em Engenharia Eletrônica pela Universidade de São Paulo e em Ciências Contábeis pelo Universidade Mackenzie, Fonseca fez carreira na área de tecnologia bancária e foi um dos profissionais mais conceituadas da área.

Foi no grupo Itaúsa que passou a maior parte de sua carreira. Ele começou na holding em 1966, como diretor de sistemas e métodos do banco Itaú. Mas a sua principal atuação dentro do grupo foi na Itautec, o braço tecnológico.

Fonseca participou da fundação da empresa e foi diretor-superintendente da Itautec por 20 anos, até se aposentar em 1998. Ele ainda participava do Conselho de Administração da companhia, na qual ingressou em fevereiro de 2010. Fonseca também participou da diretoria da Itaúsa e foi responsável pela supervisão da política de tecnologia das empresas do conglomerado.

Um ano após se aposentar, Fonseca voltou ao mercado como diretor-executivo de TI do banco Real/ABN Amro. Ele esteve à frente do processo de integração dos sistemas dos dois bancos, que depois foram adquiridos pelo Santander. Ele permaneceu na empresa até 2008.

Karman também foi diretor de tecnologia da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e presidente do Centro Nacional de Automação Bancária (Cnab). Nas entidades de classe, participou do desenvolvimento de projetos como a padronização de boletos de cobrança, a implantação dos primeiros caixas eletrônicos e do sistema de Débito Direto Autorizado (DDA).

Lado empreendedor. Além de atuar como executivo, Fonseca também investiu em empresas de tecnologia. Em 2009, ele comprou participações nas brasileiras BRToken e na 3R Corp. No mesmo ano, ele se tornou acionista do grupo HDI, especializado em garantia de qualidade para softwares.

Fonseca era mais conhecido no meio empresarial pelo apelido Karman, que o acompanhou desde 1958, porque ele não conhecia o veículo Karmann Ghia, ícone nos anos 60. Um amigo passou a chamá-lo pelo nome do carro e o apelido pegou.

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