Mortalidade entre jovens diminuiu, aponta IBGE

Num grupo de mil adolescentes de 15 anos, 21 deles não chegarão aos 25 anos

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2015 | 02h03

Num grupo de mil adolescentes de 15 anos, 21 deles não chegarão aos 25 anos. Entre as moças, cinco não alcançarão essa idade. A pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a mortalidade entre os jovens diminuiu, mas a diferença entre os sexos aumentou. Em 1940, a taxa era de 59 rapazes e 51 meninas de 15 anos, em grupos de mil, que não chegariam aos 25 anos.

Enquanto o declínio da probabilidade de morte antes dos 25 anos na população feminina caiu 90%, entre a população masculina a redução foi de 60%. A diferença ocorre principalmente em decorrência das mortes por causas externas, como acidentes e violência.

A chacina de Costa Barros, ocorrida na noite de sábado na zona norte do Rio, é exemplo dessa estatística. Cinco amigos com idades entre 16 e 25 anos saíram para comemorar o primeiro salário do mais novo deles. Policiais militares os confundiram com criminosos e dispararam 50 tiros contra o Pálio que ocupavam. Os rapazes morreram na hora.

"A mortalidade masculina é sempre superior que a feminina, desde o instante do nascimento. Isso ocorre por fatores biológicos, desde a vida intrauterina. Apesar disso, no caso dos homens, tem-se o agravante dos óbitos violentos. Isso é um inibidor para o aumento da expectativa de vida dos homens", afirmou Fernando Albuquerque, técnico responsável pela Tábua da Mortalidade. "Se você pega o grupo dos jovens de 20 a 24 anos, essa mortalidade por causas violentas, que reúnem acidentes de trânsito e agressões, representam 66%."

Albuquerque diz que Estados do Sul e Sudeste começam a diminuir os índices de mortes violentas de jovens. Já no Norte e Nordeste, se dá o fenômeno inverso.

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