Paulo Vitor/Estadão
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Mortalidade infantil no Brasil cai para 15 em cada mil nascidos vivos

Em 2012, essa proporção era de 15,7 óbitos de menores de um ano para cada mil nascidos vivos

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

01 Dezembro 2014 | 12h06

RIO - O Brasil conseguiu nova redução na taxa de mortalidade infantil na passagem de 2012 para 2013, segundo os dados das Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2013, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de mortalidade infantil, até 1 ano de idade, ficou em 15 para cada mil nascidos vivos em 2013. Em 2012, essa proporção era de 15,7 óbitos de menores de um ano para cada mil nascidos vivos.

A maior taxa no ano passado foi observada no Maranhão, de 24,7 bebês a cada mil nascidos vivos. O menor resultado foi de Santa Catarina, 10,1 bebês por mil nascidos vivos. 

Já a taxa de mortalidade na infância no País, que considera crianças até os 5 anos de idade, foi de 17,4 por mil nascidos vivos em 2013. A mortalidade na infância também é maior no Maranhão, 28,2 crianças por mil nascidas vivas, e menor em Santa Catarina, 11,8 a cada mil. 

Entre 2012 e 2013, o Brasil teve aumento na expectativa de vida em todas as idades, principalmente nas faixas iniciais da distribuição, com ênfase nos menores de 1 ano e com maior intensidade na população masculina. No entanto, o IBGE destaca que, no Japão, a mortalidade infantil é de apenas dois óbitos por mil nascidos vivos, enquanto a mortalidade na infância é de três a cada mil.

Adultos. O Brasil conseguiu poupar mais quatro vidas a cada mil brasileiros adultos na passagem de 2012 para 2013, informou IBGE. Houve declínio dos níveis de mortalidade na faixa etária de 15 a 59 anos. 

Em 2012, a cada mil pessoas que atingiriam os 15 anos, cerca de 848 completariam os 60 anos. Em 2013, de mil pessoas com 15 anos, 852 atingiriam os 60 anos, isto é, quatro pessoas a mais em cada mil. 

Já a expectativa de vida aos 60 anos passou para 21,8 anos em 2013. Ou seja, um brasileiro com 60 anos de idade viveria, em média, até os 81,8 anos, sendo 79,9 anos a média para os homens e 83,5 anos para mulheres. 

Os homens têm maior mortalidade em relação às mulheres desde o nascimento. A probabilidade de um recém-nascido do sexo masculino não completar o primeiro ano de vida foi de 16,3 para cada mil nascidos vivos. Para o sexo feminino, esta proporção foi de 13,7 por mil, uma diferença de 2,6 óbitos. Como consequência, a mortalidade infantil para os meninos é 1,2 vez maior do que para as meninas. 

Entre 1 e 2 anos de idade, este valor passa para 1,3 vez, mantendo-se neste nível até os 9 anos, informou o IBGE. A partir desta idade, a proporção cresce até atingir o valor máximo entre os 22 e 23 anos de idade: um homem de 22 anos tem 4,6 vezes mais chances de não atingir os 23 anos de idade do que uma mulher. A partir dessa faixa etária, o risco de morte começa a diminuir em relação ao das mulheres. 

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