Morte de Schincariol não muda planos da empresa

O assassinato do empresário José Nelson Schincariol, de 60 anos, sócio-proprietário da empresa, não deve alterar os planos de expansão do grupo, que detém o segundo lugar entre os fabricantes de bebidas do País. É o que garante o publicitário Eduardo Fischer, presidente da Fischer América Comunicação Total, agência que atende o grupo. O empresário foi baleado com três tiros quando chegava em casa na noite de segunda-feira, em Itu, e morreu na madrugada de hoje no hospital Albert Einstein, em São Paulo.Segundo Fischer, a morte ocorreu quando a empresa preparava o lançamento de um plano para disputar a liderança no segmento. ?Tínhamos como desafio dobrar a produção?. De acordo com o publicitário, Nelson aprovara recentemente as principais peças da campanha que está sendo veiculada na mídia para o lançamento de novos produtos. Fischer não confirmou se o lançamento será de uma nova cerveja.O sucessor de Nelson Schincariol na direção principal da companhia ainda não foi definido. O filho mais velho, Alexande Schincariol, de 27 anos, é cotado para dividir essa responsabilidade com o sócio, irmão do falecido, Gilberto Schincariol.A empresa foi fundada em 1939, pelo pai de Nelson, Primo Schincariol. Naquela época, a empresa ficou conhecida pela produção de refrigerantes populares como a tubaína. O grupo conta com seis fábricas com capacidade para produzir 2,1 bilhões de litros de cerveja por ano, 23 centros de distribuição e 250 parceiros distribuidores. É a segunda maior cervejaria do País em capacidade instalada, detendo 9,7% do mercado, segundo o Instituto Nielsen. Em todas as unidades tem seis mil funcionários.

Agencia Estado,

19 de agosto de 2003 | 17h31

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