Motoristas de ônibus paralisam atividade contra reforma da Previdência em SP

Funcionários de Sorocaba, Santo André e Guarulhos mantiveram protesto após retirada da PEC da pauta na Câmara

Ludimila Honorato, O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2018 | 07h04
Atualizado 19 Fevereiro 2018 | 12h01

SÃO PAULO - Os motoristas de ônibus de diferente cidades de São Paulo paralisaram as atividades na manhã desta segunda-feira, 19, em protesto contra a reforma da Previdência. Em Sorocaba, a previsão é que o transporte volte a circular a partir das 8 horas. Em Guarulhos, Região Metropolitana de São Paulo, o sindicato da categoria (Sincoverg) também marcou uma paralisão.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Sorocaba e Região tinham planejado uma paralisação para o dia inteiro. Porém, após a retirada da PEC da pauta na Câmara - devido ao decreto de intervenção militar no Rio de Janeiro -, a greve foi suspensa e a categoria decidiu manter um protesto somente pela manhã.

Durante a suspensão temporária, os funcionários vão realizar assembleias nas garagens das empresas. O protesto abrange empresas de todos os setores do transporte - urbano, intermunicipal, rodoviário, de fretamento e de cargas -, nos 42 municípios que compreendem a base de representação do Sindicato, ou seja, de Araçariguama até Itararé, passando pelos municípios das regiões de Sorocaba, São Roque, Itapetininga e Itapeva.

Em Santo André, o Terminal Oeste ficou fechado nesta manhã. Longas filas de ônibus se formaram perto do local. Nas redes sociais, internautas reclamavam do trânsito intenso no município, uma vez que os coletivios bloqueavam as vias que dão acesso ao terminal.

Em São Bernardo do Campo também houve paralisação. Os trólebus ficaram parados no terminal intermunicipal e os ônibus movidos à diesel fizeram trajetos alternativos.

Greve. Mesmo com a reforma da Previdência fora da pauta, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC decidiram mater a greve contra a PEC nesta segunda-feira. Segundo os metalúrgicos do ABC, o "risco da reforma persiste" e a mobilização se mantém, principalmente após o presidente Michel Temer afirmar que quando a reforma da Previdência estiver pronta para ser votada no Congresso, ele pretende cessar a intervenção.

Os bancários também aderiram à paralisação. Segundo o sindicato, 885 dos bancários votaram pela participação na greve em assembleias realizadas nos dias 8, 9, 14 e 15 deste mês nas agências e centros administrativos dos bancos nas sete regionais do sindicato em São Paulo e Osasco.

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