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Motoristas de SP pagam menos por gasolina sem impostos

No Dia da Liberdade de Impostos, postos credenciados em quatro capitais venderam o combustível mais barato

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

25 de maio de 2009 | 18h34

Duzentos e sessenta veículos da capital paulista foram abastecidos nesta segunda-feira, 25, com o litro de gasolina 40% mais barato que o preço médio de mercado. A redução, equivalente à porcentagem de impostos cobrados sobre o combustível, fez parte da campanha Dia da Liberdade de Impostos, que ofereceu em postos de gasolina credenciados - em São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte - a gasolina por R$ 1,4624, enquanto o preço médio chega a R$ 2,399. De acordo com um dos organizadores da campanha, o advogado Ricardo Salles, as 260 senhas distribuídas em São Paulo para o abastecimento com gasolina sem Cide, PIS, Cofins e ICMS acabaram em 40 minutos.

 

Na capital paulista, o posto credenciado foi o Centro Automotivo Portal das Perdizes (bandeira Ipiranga), na Avenida Sumaré. Cada motorista teve direito a uma cota máxima de 25 litros até as 16h, quando a campanha terminou. A diferença no preço do combustível foi financiada pelas entidades organizadoras do protesto. "Ao todo, disponibilizamos 6 mil litros", afirmou Salles.

 

A campanha foi organizada pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil (batizado em homenagem ao economista grande defensor da liberdade econômica) e por ONGs de defesa da cidadania. A escolha do dia 25 de maio foi simbólica. "A data foi escolhida para lembrar o dia exato em que o brasileiro encerra o período do ano em que só trabalha para pagar tributos", explica Salles. Segundo seus cálculos, o brasileiro tem de trabalhar 145 dias (de 1.º de janeiro a 25 de maio) apenas para pagar tributos governamentais. "A ideia foi permitir que a população perceba o quanto os gastos governamentais pesam no bolso. A sobrecarga tributária impede o crescimento econômico e quem sofre mais são as pessoas com menor renda."

 

Sobre o preço da gasolina incidem Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), tributos federais que correspondem a 13% do valor final do produto. O consumidor paga ainda ao governo estadual o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), igual a 32% do preço.

 

Em outros Estados, as filas também se repetiram. Em Belo Horizonte, o primeiro motorista chegou à 1h da madrugada ao posto de gasolina credenciado. No Rio Grande do Sul, os dois postos que ofereceram gasolina sem impostos abasteceram cerca de 400 veículos. No Rio de Janeiro, a fila congestionou o trânsito na rua em que o posto credenciado distribuía senhas.

 

Impostômetro

 

Também em protesto contra a carga tributária brasileira, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) chamou a atenção nesta segunda para o Impostômetro, placar que indica no centro de São Paulo quanto o cidadão pagou de impostos desde o início do ano. O medidor chegou às 15h16 à marca de R$ 400 bilhões de impostos federais, estaduais e municipais. No ano passado, o placar passou da marca de R$ 1 trilhão em tributos.

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