Edmilson Andrade
Edmilson Andrade

Motoristas de vans escolares protestam em SP nesta segunda

Manifestantes fecharam a Avenida Paulista por volta das 10 horas

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

28 Maio 2018 | 09h41
Atualizado 28 Maio 2018 | 12h38

Motoristas de vans escolares se manifestam em três avenidas da capital paulista na manhã desta segunda-feira, 28. Organizadores estimam que 600 carros estejam participando do ato, que teve início por volta das 7 horas, e tem como destino a Avenida Paulista. Os manifestantes começaram a se concentrar na região do MASP às 10 horas. 

Em carreata, cerca de 200 carros fecharam duas faixas da Avenida 23 de Maio, na zona sul. Por volta das 9h30, os motoristas estavam entre o Aeroporto de Congonhas e o Parque do Ibirapuera, na altura de Indianópolis. Eles saíram da Avenida Cupecê, na zona sul, às 7h30.

Outros 300 ocuparam a pista expressa da Marginal do Tietê. Às 8h30, eles estavam próximo à altura da Ponte Freguesia do Ó. Aproximadamente 100 se locomoveram pela Avenida Jacu Pêssego, também em direção à Avenida Paulista. 

O condutor Edmilson Andrade, um dos organizadores do ato, afirma que cerca de 200 mil crianças podem ter ficado sem transportes escolar nesta manhã. 

"As vans que têm combustível estão aqui protestando. Os motoristas que estão sem combustível deixaram seus carros em casa. Mas em um carro só, temos seis motoristas. Temos até mães de crianças que apoiam a nossa paralisação e participam do ato com a gente", diz Andrade.

Segundo ele, o ato é em apoio à greve dos caminhoneiros e em reivindicação ao aumento do preço do combustível. "O que estamos gastando com combustível é absurdo e não podemos repassar aos pais porque nossos contratos são anuais. Se tem aumento de 35%, não posso aumentar 35% da mensalidade dos pais porque senão vou quebrar o contrato. Mas hoje estou gastando o dobro do que eu gastava no ano passado com o combustível", afirma. 

O protesto desta segunda não foi organizado pelo sindicato da categoria. De acordo com Andrade, os manifestantes são condutores autônomos e se organizaram pelas redes sociais. 

Paralisação

Na sexta-feira, 25, motoristas e monitores de vans escolares que atuam na Grande São Paulo aderiram à paralisação dos caminhoneiros. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Escolar de São Paulo (Sintteasp), 90% das 6 mil vans paralisaram as atividades, em adesão ao movimento ou pela falta de combustível. Como consequência, quase 100 mil alunos ficaram sem transporte escolar na região.

Os condutores saíram em carreata de diversos pontos do município, mas a maior concentração foi nas marginais do Tietê e do Pinheiros. A categoria parou também em outras regiões do estado. O presidente da Sintteasp, Alexandre Almeida, disse que 20 mil veículos ficaram sem circular na sexta-feira, o que representa 80% do total da frota. Os condutores de vans escolares de outras cidades também aderiram à greve, como em Recife e João Pessoa. 

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