Motoristas do Comperj ameaçam fazer greve

Os cerca de 200 motoristas que trabalham para a Petrobrás nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) decidiram entrar em greve no próximo dia 1.º caso até lá não tenham reajuste nos salários. Eles reivindicam a mesma remuneração dos motoristas a serviço da petroleira na cidade de Macaé (RJ), base da exploração petrolífera na Bacia de Campos.

SERGIO TORRES / RIO, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h04

Terceirizados, os motoristas trabalham para a empresa particular Veloz Transrio, da zona norte carioca. Eles recebem em torno de R$ 900 mensais. Querem receber R$ 1.300.

A possível deflagração da greve incomoda bastante a Petrobrás, que considerava superados os problemas, pelo menos até o fim deste ano, relacionados às paralisações no empreendimento.

Os gastos do Comperj passam por auditoria determinada pela presidente Graça Foster. A nova previsão de funcionamento da refinaria é abril de 2015, com atraso de quatro anos em relação ao planejamento inicial.

De novembro do ano passado a maio deste ano as obras do complexo, em Itaboraí (Região Metropolitana do Rio), ficaram paradas por 85 dias, por causa de greves deflagradas pelos cerca de 15 mil trabalhadores envolvidos na construção.

O acordo entre a Petrobrás e o sindicato dos trabalhadores da construção civil, que representa os profissionais do Comperj, estipulava que, em troca do reajuste e de outros benefícios, não haveria greve até 31 de dezembro. Só que os motoristas não foram contemplados pelo acordo.

A greve dos motoristas deveria ter começado no dia 15, mas as partes firmaram uma espécie de trégua, que deverá ser derrubada no último dia do mês, caso os salários não tenham reajuste.

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