Marina Dayrell
Marina Dayrell

Motoristas e motoqueiros passam madrugada a espera de combustível

Ainda que não haja previsão de chegada, dezenas de carros e motos aguardam em posto de gasolina; um dos primeiros da fila chegou às 10h da segunda-feira, 28

Marina Dayrell, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2018 | 03h04

Com a escassez de combustíveis em decorrência da greve dos caminhoneiros, motoristas e motoqueiros decidiram passar a madrugada na fila de um posto de gasolina no bairro do Limão, zona norte da capital. No local, uma fila com dezenas de carros e motos aguarda a chegada de gasolina e álcool, mesmo sem previsão de reabastecimento.

O taxista Reginaldo Freire chegou ao posto às 08h da segunda-feira, 28, enquanto ainda tinha combustível nas bombas, mas quando estava chegando a sua vez, um policial militar avisou que a gasolina tinha acabado. Com o ponteiro já na reserva, Reginaldo tentou voltar para a casa, também na zona norte, mas não conseguiu deixar a avenida. “Os frentistas tiveram que me ajudar a empurrar o carro até dentro do posto”.

Reginaldo é um dos primeiros da fila e aguarda mesmo sem ter garantia de que o combustível chegará. “Agora não tem jeito, tenho que esperar de qualquer forma”, diz o taxista que está há três dias sem trabalhar por falta de gasolina.

As informações sobre um novo abastecimento no posto se divergem no local. Algumas pessoas dizem que foram informadas de que um caminhão com combustível chegaria entre 02h e 03h desta terça-feira, 29. Mas o funcionário do estabelecimento, Adilson Ribeiro diz que não há garantias. Segundo ele, na última madrugada, a gasolina, vendida a R$ 4,09 o litro, chegou por volta das 03h da manhã e durou até as 11h.

Um grupo de motoqueiros, que preferiu não se identificar, também aguarda no local até a chegada do caminhão, já que não possui gasolina suficiente para voltar para casa. Com o tanque abastecido pela última vez na quinta-feira, 24, eles se queixam da prioridade dada aos carros oficiais. “Ficam liberando gasolina para carro particular de militar, aí não dá”, declarou um deles.

Pelo local, também há quem veio de longe. As amigas Estefani Souza e Aniely Santos ficaram por cinco horas em um posto em Pirituba, mas só Aniely conseguiu abastecer. Estefani, foi até o bairro do Limão porque não encontrou gasolina na zona leste, região em que mora. Desanimadas com a falta de previsão da chegada de combustível, elas não pretendem ficar a madrugada inteira aguardando.

+ Motoristas ficam mais de 24 horas na fila da gasolina

+ Cidades permanecem sob impacto da greve dos caminhoneiros

Já Arnaldo Perez, que é representante de vendas e precisa do carro para trabalhar, veio de Presidente Prudente. Com o carro já na reserva, o vendedor pretende esperar até a chegada do caminhão de combustível, mesmo que seja preciso passar a noite inteira no posto.

+ Abastecida por trem, Bauru não fica sem gasolina e diesel

+ Sindicato sugere que postos limitem abastecimento de combustível por consumidor

+ Sincopetro diz que não sabe de onde vem a gasolina que abastece postos de SP

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.