Frank Perry/AFP
Frank Perry/AFP

Motoristas formam filas para enfrentar falta de combustível

Bloqueio das refinarias e reservatórios deixou 4 mil postos sem gasolina. Sarkozy promete solução até o fim da semana

Andrei Netto CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2010 | 00h00

PARIS

A continuidade no bloqueio das refinarias e de mais de 20 reservatórios de combustíveis - dos 219 existentes - estendeu para 4 mil o número de postos com escassez ou falta total de combustível na França. Ontem, o governo de Nicolas Sarkozy reconheceu a crise e o risco de bloqueio da atividade econômica, mas prometeu uma solução em quatro dias.

A situação não é considerada como calamidade pública, mas o problema também foi reconhecido pelos ministérios dos Transportes e do Meio Ambiente.

De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Jean-Louis Borloo, 4 mil postos de combustíveis estavam "à espera de suprimento" durante a tarde de ontem. O número representa quase um terço de todos os postos do país, um porcentual bem mais elevado do que a ministra da Economia, Christine Lagarde, que falava em 2% dos postos com problemas no domingo.

Como consequência, filas se estenderam em vários locais de abastecimento. Em Paris, o tempo de espera chega a uma hora. Na Rue de la Croix Nivert, na zona sul da capital, um posto Shell racionava o combustível ao limite de ? 40 por automóvel. Dos 14 mil litros que deveriam ter sido fornecidos pelos distribuidores, só 4 mil chegaram. Às 12h de ontem, no ritmo da demanda, a gasolina e o diesel só seriam suficiente para mais uma hora.

O primeiro-ministro, François Fillon, anunciou um plano emergencial de distribuição de combustíveis, com o objetivo de suprir a falta do material em até cinco dias, antes do feriado da próxima semana.

Popularidade. Um instituto de pesquisas da França, o BVA, diagnosticou uma diminuição na popularidade do presidente Nicolas Sarkozy. Segundo a sondagem, divulgada ontem pela revista L"Express e pela rádio France Inter, 69% dos franceses têm avaliação negativa do chefe de Estado. Ele reúne apenas 30% de apoio, uma queda de 2% em relação à pesquisa anterior. É seu pior desempenho desde a posse, em maio de 2007.

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