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Mourão chama de 'balão de ensaio' proposta de Guedes de 'imposto do pecado'

Presidente em exercício disse que o 'único decisor' do governo é Jair Bolsonaro; ministro disse que pasta da Economia estudava reagrupar na mesma categoria tributária produtos que possam ser prejudiciais à saúde

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2020 | 16h02

BRASÍLIA - Em resposta a um "balão de ensaio" do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, afirmou nesta sexta-feira, 24, que o presidente Jair Bolsonaro é o "único decisor" do governo. O comentário foi feito sobre a ideia de Guedes criar um "imposto do pecado", que serviria para tributar bebidas açucaradas, álcool e cigarro.

"O ministro Guedes está lá fora do Brasil (em Davos), lançou uma ideia, imediatamente rebatida pelo presidente. Vamos lembrar, todos os ministros podem lançar as ideias que eles quiserem. Agora, só tem um 'decisor', se chama Jair Bolsonaro. É o que tem mandato do povo para decidir", disse.

Guedes pediu ao grupo responsável pela reforma tributária que faça simulações para reagrupar numa mesma categoria tributária todos os produtos que possam ser prejudiciais à saúde. A lista em análise, além dos tradicionais cigarro e bebidas alcoólicas, inclui os produtos com excesso de açúcar, considerados um fator para a obesidade, elevando o risco de desenvolvimento de doenças graves como o diabetes. A ideia da equipe de Guedes é aproveitar a reforma tributária para fazer a modificação.

Mourão também minimizou um eventual mal estar pelo fato de Bolsonaro ter contrariado Guedes publicamente. Segundo ele, a ideia do ministro da Economia foi um "balão de ensaio". "Lançar a ideia não faz mal nenhum. É balão de ensaio que está jogado aí, não mata ninguém isso daí. Não vamos ver chifre em cabeça de cavalo nisso aí", declarou Mourão.

Assim que chegou à Índia, nesta sexta-feira, Bolsonaro descartou a possibilidade do novo imposto. "Ô Paulo Guedes, eu te sigo 99%, mas aumento no preço da cerveja, não", disse Bolsonaro, que ainda afirmou que a orientação do governo é de não ter "qualquer majoração de carga tributária”.

No início da coletiva de imprensa, hoje, Mourão brincou que sexta-feira é o "dia da cerveja". Em outro momento, falou, rindo, que seria "lamentável" tributar a bebida.

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