Valter Campanato/Agência Brasil - 24/4/2019
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Mourão defende livre concorrência e diz que não é do interesse do Brasil restringir Huawei

O vice-presidente ponderou que a empresa domina a tecnologia do 5G e está entre as quatro empresas do mundo que fazem isso

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2019 | 14h54

BRASÍLIA - O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, voltou a afirmar nesta sexta-feira, 7, que o governo brasileiro não pretende restringir as atividades da gigante tecnológica chinesa Huawei no País

"A Huawei vem sendo acusada mundialmente de repassar os dados que têm para o governo chinês. Conversei com o CEO da Huawei e disse que eles têm que criar um clima de confiança de modo que isso não ocorra. Enquanto houver esta confiança, não tem problema nenhum", disse o vice no Palácio do Planalto

Questionado se haveria algum plano no sentido de banir eventualmente a Huawei a trabalhar no Brasil, Mourão negou. "Não temos nenhum plano disso aí", afirmou. "Não temos interesse em restringir ninguém. É a livre concorrência", destacou.  Mourão também ponderou que a Huawei domina a tecnologia do 5G e está entre as quatro empresas do mundo que fazem isso.

Em visita à China, no mês passado, o vice-presidente já havia declarado que o Brasil "vê com bons olhos" a companhia chinesa de tecnologia Huawei. A afirmação ocorre no momento em que Estados Unidos e China travam uma batalha pelo mercado de tecnologia. 

"Geram empregos numa área de tecnologia distinta, vemos com muitos bons olhos (...) a Huawei está estabelecida no Brasil e vai fazer mais investimentos. Na semana passada, recebi representantes da Huawei em meu gabinete em Brasília. Me apresentaram planos de expansão no País", disse na ocasião.

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