Bruno Batista/ VPR
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Mourão diz que Brasil tem nos Estados Unidos um rival em relação ao agronegócio

No entanto, o vice-presidente disse que o País 'é o grande produtor de alimentos do mundo hoje, alimentando em torno de um bilhão de pessoas'

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2020 | 18h38

BRASÍLIA - O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira, 9, que o Brasil tem nos Estados Unidos um rival em relação às atividades do agronegócio. Em entrevista à Rádio BandNews FM nesta tarde, Mourão comentou que o País precisa disputar mercado com os norte-americanos, mas ressaltou que o Brasil é atualmente "o grande produtor de alimentos do mundo".

“Os Estados Unidos são rivais nossos em termos de produção nessa área (agronegócio), então temos que disputar esse mercado com eles. A maior fatia do mercado está em países asiáticos e africanos que têm necessidade muito grande de manter sua segurança alimentar e o Brasil é o grande produtor de alimentos do mundo hoje, alimentando em torno de um bilhão de pessoas", disse.

O vice-presidente afirmou que a maioria dos produtores rurais brasileiros "já se movimentou há algum tempo em termos noção da cadeia de sustentabilidade". Ele observou que o setor é um dos carros-chefes da economia do País e tem a preocupação com a preservação ambiental. Mourão disse ainda que o governo de Jair Bolsonaro apoia e "tem uma ligação muito forte com o agronegócio".

"O agronegócio é o setor mais comprometido com a preservação ambiental. Posso dizer tranquilamente que 95% dos nossos produtores rurais têm essa visão (de preservação). Tira 5% que ainda não entenderam para onde o mundo está se orientando e têm uma visão antiquada do uso da terra", declarou.

Documentos do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL) obtidos pelo Estadão também registram a preocupação com um interesse do país asiático pelos recursos naturais estratégicos, especialmente a água. O órgão comandado por Hamilton Mourão destaca que as potencialidades brasileiras já estão na mira de potências como Inglaterra, França, Alemanha e Estados Unidos.

“A entrada da China no seleto grupo de grandes potências econômicas hegemônicas do mundo, contextualiza uma nova realidade global, na qual regiões ricas em recursos naturais estratégicos passam a ser o alvo das políticas externas do Governo chinês”, ressalta uma apresentação feita na última terça-feira, 3, aos integrantes do Conselho.

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