Dida Sampaio/Estadão -26/5/2021
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Mourão sugere explorar potássio na Amazônia contra falta de fertilizantes citada por Bolsonaro

Segundo o vice-presidente, existe uma grande mina a ser explorada no Estado do Amazonas, que estaria aguardando licenciamento ambiental

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2021 | 11h57

De volta ao Brasil após uma viagem oficial de 12 dias por Egito, Emirados Árabes Unidos e Grécia, o vice-presidente Hamilton Mourão sugeriu nesta sexta-feira, 8, a exploração de potássio na Amazônia como forma de conter eventual falta de fertilizantes no Brasil, questão apontada pelo presidente Jair Bolsonaro. 

Na quinta-feira, 7, em cerimônia para revisão de normas trabalhistas, o chefe do Executivo previu desabastecimento no País no próximo ano por falta de fertilizantes. "Vou avisar um ano antes. Por questão de crise energética, a China começa a produzir menos fertilizantes. Já aumentou de preço, vai aumentar mais e vai faltar. A cada cinco pratos de comida no mundo, um sai do Brasil. Vamos ter problemas de abastecimento no ano que vem", declarou Bolsonaro, que prometeu um plano emergencial para conter o impasse. 

Questionado sobre o tema na sua chegada ao Planalto, Mourão respondeu que solucionar o problema "não é simples". De acordo com o vice-presidente, existe uma grande mina de potássio a ser explorada na Amazônia, mas que estaria aguardando licenciamento por causa de comunidades indígenas dos arredores. "Seria uma renda de R$ 10 bilhões por ano para o Estado do Amazonas, além de nos tornar autossuficientes no potássio, fonte de vários fertilizantes", afirmou, sem avançar no assunto. "Presidente deve estar recebendo dados que eu não possuo ainda."

Mourão disse ainda que todos os objetivos do governo foram cumpridos durante sua viagem ao exterior, marcada por encontros bilaterais com autoridades e investidores. "Fizemos palestra para a comunidade internacional sobre a Amazônia", disse. 

O vice-presidente também destacou o apoio da Grécia à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), hoje travada. "Essa questão (ingresso do País no grupo) avançou muito", garantiu Mourão, sem dar detalhes.

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