Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Movimento por reajuste já tem adesão de metade dos servidores do BC, diz sindicato

Segundo o Sindicato Nacional dos Funcionários do BC (Sinal), quase metade dos 3.500 servidores do órgão já aderiu ao movimento

Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2022 | 12h10

BRASÍLIA - A mobilização dos servidores do Banco Central por reajuste salarial está aumentando e o Sindicato Nacional dos Funcionários do BC (Sinal) informou que deve se reunir com o presidente da autarquia na próxima terça-feira, 11.

Segundo o Sinal, quase metade dos 3.500 servidores do órgão já aderiu ao movimento, que foi iniciado após o governo indicar atendimento apenas à demanda de reestruturação de carreiras policiais ligadas ao Ministério da Justiça.

Até segunda-feira, o Sinal contabilizava adesão de 1.200 servidores em uma lista de funcionários que não tinham cargo comissionado nem estavam na linha para substituir funções de chefia. Agora, estima que cerca de 450 servidores com comissão ou substitutos já tenham se juntado ao movimento.  

Um analista do BC, carreira de especialista, tem salário inicial de R$ 19.197,06, que pode chegar a R$ 27.369,67, segundo dados do painel estatístico de pessoal do Ministério da Economia. O último reajuste ocorreu em janeiro de 2019.

O presidente do Sinal, Fábio Faiad, explica que a entrega de cargos não é imediata. “É uma construção coletiva. Se não houver avanços nas negociações, o coletivo vai entregar as comissões. Pode ser que a conversa com o Roberto [Campos Neto] tranquilize ou coloque mais fogo no movimento.”

Mesmo assim, a participação do Sinal no Dia Nacional de Mobilização, organizado pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), no dia 18, está confirmada.

Faiad explica que os serviços essenciais do BC continuarão funcionando na paralisação, mas é provável impacto em outros serviços. Com a operação padrão de auditores da Receita Federal, há filas de caminhões nas fronteiras e problemas nos portos.

O Dia Nacional de Mobilização deve contar com um ato público em frente à sede do BC em Brasília, de 10h às 12h, e outro no Ministério da Economia, às 14h, além de mobilizações virtuais por todo o País. A depender do resultado da mobilização, o Fonacate e o Sinal não descartam a discussão de uma greve.

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