Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Movimento produtivo

No Brasil, menos de 10% recebem educação profissional com a regular Quanto maior escolaridade, menor a chance de perder emprego em tempos de crise Parceria empresa-escola é bem-sucedida

O Estado de S. Paulo

04 Setembro 2015 | 03h00

Apesar da piora dos índices de emprego nos últimos meses, profissionais com mais anos de educação estão em situação mais confortável no mercado de trabalho formal. E a educação profissional desempenha importante papel nessa estatística. Se analisarmos que mais de 80% dos brasileiros não têm acesso à universidade, fica mais evidente que é preciso mudar a visão academicista que se tem ao escolher que caminho seguir na hora da formação profissional. 

Uma pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral em 2013, quando o mercado de trabalho brasileiro ainda estava aquecido, mostrou que 91% das companhias tinham dificuldade na contratação de profissionais, especialmente para vagas de técnico, vendedor, administrador, gerente de projetos e trabalhador manual. 

“Precisamos repensar o modelo de educação do Brasil”, avaliou o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, na 14ª edição do Fóruns Estadão Brasil Competitivo, que debateu na terça-feira o tema Educação para o Trabalho. Segundo ele, a formação técnica é um diferencial importante para quem quer se manter empregado. 

Num momento de arrefecimento do mercado de trabalho, como o atual, não se pode abrir mão da qualificação de trabalhadores. E como crescimento econômico depende de aumento da produtividade, quanto mais capacitado, mais produtivo é um empregado. O índice de produtividade médio do brasileiro corresponde a 17% do índice dos Estados Unidos. Em 1965, há exatos 50 anos, essa relação não era muito diferente – estava em 15%.

É preciso mudar as estatísticas e uma forma de se conseguir isso é aproximando a escola do trabalho e a educação profissional tem papel-chave nesse processo. “Educação sozinha não funciona. Educação precisa gerar emprego e renda”, disse a diretora global de Educação do Banco Mundial, Claudia Costin.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.