MP convoca Embraer a provar que demissões foram necessárias

Fabricante de aviões terá de participar de audiência em 2 de março para tentar solução para as demissões

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

20 de fevereiro de 2009 | 16h48

O Ministério Publico do Trabalho (MPT) em São José dos Campos convocou a diretoria da Embraer para uma audiência de mediação no dia 2 de março com representantes dos empregados da companhia, a fim de viabilizar uma solução para as demissões de 4,2 mil trabalhadores da empresa. De acordo com a assessoria de imprensa do MPT no interior de São Paulo, os representantes da empresa precisarão apresentar documentos nos quais deverão justificar as dispensas anunciadas ontem.   Veja também: Lula reserva agenda na 4ª para discutir demissões com Embraer BNDES não tem como interferir em demissões na Embraer Força Sindical quer ir à Justiça contra demissões da Embraer Sindicato tenta barrar entrada de funcionários da Embraer Embraer anuncia corte de 20% dos 21,3 mil funcionários De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise   De acordo com o MPT, se os representantes da Embraer não provarem com os documentos que deverão exibir ao procurador da República, Renato Baptista, que as 4,2 mil demissões foram necessárias, o Ministério Publico do Trabalho pode entrar na Justiça com uma ação civil, na qual pedirá a reintegração de todos os empregados dispensados por carta.   O MPT preferiu não se pronunciar sobre o mérito das demissões realizadas pela Embraer, pois prefere antes ouvir os dirigentes da empresa e analisar todos os documentos que serão exibidos pela companhia. A reportagem da Agência Estado tentou entrar em contato com o procurador Renato Baptista, mas ele não pode ser encontrado.   A Força Sindical pretende entrar com uma ação judicial no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas contra a Embraer na próxima quarta-feira. A central pedirá que a Justiça determine que são ilegais as 4,2 mil demissões realizadas pela companhia, pois não foram precedidas por negociações com os sindicatos dos trabalhadores.   A AE enviou perguntas por e-mail à assessoria de imprensa do presidente daquele TRT, desembargador federal do trabalho Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, nas quais questionava se as demissões em massa poderiam ser revertidas pela Justiça. O magistrado, por meio de sua assessoria, frisou que entende o trabalho da imprensa, mas ponderou que não poderia se pronunciar sobre o tema.

Tudo o que sabemos sobre:
Embraer

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.