MP da Previdência é mero arranjo burocrático, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira que a medida provisória que irá transferir para o Tesouro cerca de R$ 18 bilhões em despesas é "mero arranjo burocrático". "A MP não tem efeito fiscal. Ela foi mal entendida. É apenas uma medida de realocação de espaço fiscal", explicou. Ele se referiu à matéria publicada no jornal O Globo, que diz que o Tesouro assumirá gastos com subsídios a aposentadorias de trabalhadores rurais, domésticos e pequenas empresas. De acordo com matéria, a medida editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva visa reduzir o déficit do INSS. "(O governo) Não está passando para o Tesouro o déficit da Previdência. Aliás, todo o déficit da Previdência já é arcado pelo Tesouro, diga-se de passagem. Então, não dá para se fazer a mesma coisa duas vezes. Não está mudando nada em relação ao Tesouro e à Previdência. É apenas uma medida burocrática de ajuste de contas", garantiu o ministro, de Londres, em entrevista à Agência Estado.O ministro afirmou que o secretário do Tesouro, Tarcísio Godoy, dará mais detalhes sobre o assunto nesta terça. "Mas posso adiantar que não é nenhuma inovação em relação às contas da Previdência". Um pouco mais cedo, Godoy, ao ser questionado sobre o assunto, disse que não tinha informação sobre a MP. Godoy deverá detalhar o assunto na entrevista coletiva marcada para divulgar o resultado das contas do Governo Central - que inclui Tesouro, Banco Central e Previdência Social - referente ao ano de 2006 e do mês de dezembro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.