Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

MP do saneamento pode gerar R$ 500 bi em investimentos

Diogo Faria, secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura, ressaltou que a Medida Provisória também vai gerar 700 mil empregos ao longo de 15 anos

Fabiana Holtz e Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2019 | 12h04

A aprovação da MP do Saneamento Básico, segundo o secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord de Faria, tem potencial para gerar mais de R$ 500 bilhões em investimentos e gerar 700 mil empregos ao longo de 14 anos.

"Temos um discurso a favor dessa MP baseado em três pilares: econômico, financeiro e social", afirmou Faria durante participação em seminário sobre o tema, em São Paulo. Segundo Faria, o País perde 6 mil crianças por ano por falta de acesso a rede de água e esgoto. 

Ele aponta ainda que a MP viabiliza a privatização de empresas de saneamento, o que pode trazer para os cofres dos governadores no mínimo R$ 130 bilhões, por estar atrelado ao regime de recuperação fiscal dos estados. "Essas são as escolhas que a sociedade precisa fazer", afirmou.

Desafios

No momento, segundo Faria, os desafios da secretaria, que passou por uma mudança radical, são reduzir a participação direta do governo em projetos de infraestrutura e trabalhar em um desenho de mercado setoriais sem limitações ao investimento do setor privado, fomentando a competição.

Na avaliação do secretário, o Estado tem exercido forte pressão contraria ao investimento privado, o mercado e ambientes regulatórios estão mal desenhados e o investimento total em infraestrutura é baixo e pouco eficaz. "Investimos pouco e investimos mal", afirmou.

Farias participou do quarto seminário aberto "Como o novo governo enfrentará os desafios da infraestrutura no Brasil?", realizado pelo MBA PPP e Concessões no auditório da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). 

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