MP sobre Cofins surpreende senadores

O líder do PDT no Senado, Jefferson Peres, disse que a oposição não vai obstruir, amanhã, a votação dos destaques ao relatório da reforma tributária, na Comissão de Constituição e Justiça. Ele alertou, no entanto, que o compromisso de não obstruir as reformas, feito pelo PSDB, PFL e PDT termina no dia 11, último prazo para a discussão e apresentação de emendas à reforma da Previdência no plenário. O governo quer votar o primeiro turno da Previdência no Senado até o dia 13. Peres disse que os senadores da oposição ficaram surpresos com a edição, pelo governo, na última sexta-feira, da medida provisória estabelecendo o fim da cobrança cumulativa da Cofins, quando o Senado está discutindo a reforma tributária. Peres lembrou que por duas vezes questionou o governo sobre essa hipótese. A primeira durante exposição do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, na Comissão de Constituição e Justiça, há cerca de três semanas, e a segunda ao relator da proposta de reforma tributária, Romero Jucá (PMDB-RR), que ontem admitiu ter sido consultado pelo governo, que há cerca de 15 dias vinha preparando a MP. "Perguntei isso ao Palocci e ele não respondeu", lembrou Peres. "O que me espanta é por que não fizeram isso antes. Se tivesse acontecido tudo isso o Congresso não se sentiria tão desrespeitado", disse Peres, referindo-se ao fato de os parlamentares terem sido surpreendidos em plena discussão da reforma. Hoje os líderes dos partidos de oposição (PDT, PFL e PSDB) no Senado, que discutiram a estratégia a ser adotada diante da edição da MP.

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