MPF envia relatório sobre a Parmalat para Suíça

O Ministério Público Federal (MPF) enviou à Suíça um relatório detalhado sobre as movimentações bancárias da Parmalat a fim de demonstrar que a empresa lavou dinheiro de fraude financeira em suas operações no Brasil. O documento acusa o grupo de enviar US$ 803 milhões à Wishaw Trading, uma empresa do grupo com sede em Montevidéu, no Uruguai, ?empresa que recolhia o dinheiro necessário para manter a operação da Parmalat na América do Sul?. As transferências ocorreram entre 1997 e 2003.As informações sobre essas operações foram requisitadas pelo procurador federal de Lugano (Suíça), Pierluigi Pasi, como condição para que a Justiça daquele País autorize o envio de dados bancários sobre as operações da Parmalat e de seus executivos na Suíça. O alvo principal do MPF é Gianni Grisendi, ex-presidente da Parmalat do Brasil. Ele foi denunciado sob as acusações de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e de induzir os sócios e investidores da companhia a erro (balanço falso), que contribuíram para a crise que quase provocou a falência do grupo no Brasil. Grisendi nega tudo. A procuradoria da República havia pedido à Suíça a quebra de sigilo, que havia sido deferida, mas a decisão foi impugnada pela defesa de Grisendi. Por causa disso, a Justiça suíça decidiu suspender o envio das informações bancárias ao Brasil até que novas informações mais detalhadas sobre o caso lhe fossem fornecidas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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