Hélvio Romero/Estadão
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MPF investiga outros 28 investimentos de fundos de pensão e já tem 7 ações sobre Postalis

Os investimentos foram realizados pelos fundos Previ, do Banco do Brasil, Petros, da Petrobras, e Funcef, da Caixa Econômica Federal (CEF)

Antonio Pita, O Estado de S.Paulo

24 Junho 2016 | 19h06

RIO - O Ministério Público Federal (MPF) já investiga outros 28 investimentos suspeitos de irregularidades realizados pelos fundos de pensão, além do caso Galileo, alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira. Os investimentos foram realizados pelos fundos Previ, do Banco do Brasil, Petros, da Petrobras, e Funcef, da Caixa Econômica Federal (CEF). Há ainda sete procedimentos de investigação sobre o Postalis, concentrados em Brasília. Na última terça-feira, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, determinou um reforço na apuração, com a designação de três procuradores para acelerar as investigações.

Os investimentos sob investigação foram selecionados após indícios de irregularidades nos valores envolvidos. As investigações estão sendo conduzidas a partir de informações levantadas com outros órgãos de controle e investigação. Estão relacionados nas apurações relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU), da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e também da CPI dos Fundos de Pensão, encerrada em abril citando ao menos 15 negócios suspeitos dos fundos.

As apurações ainda estão em fase preliminar, de coleta de informações nos demais órgãos de apuração. Os 28 procedimentos de investigação serão divididos entre três procuradores, lotados em Brasília, Rio e Tocantins. A designação dos procuradores foi oficializada em portaria assinada por Rodrigo Janot na última terça-feira. Os três já estão atuando nas investigações.

O objetivo é colocar todos os procedimentos no mesmo estágio de apuração dos processos envolvendo o Postalis, o fundo de pensão dos Correios. Atualmente, há sete investigações sobre os negócios do fundo: três inquéritos policiais abertos e quatro procedimentos investigativos criminais, de acordo com o procuradoria do Distrito Federal, que coordena o trabalho. As apurações transcorrem de forma independente das investigações realizadas no Rio, que culminaram na prisão de três pessoas nesta sexta-feira.

Entre os negócios sob investigação em Brasília estão investimentos na Nova Bolsa, a operação de venda da sede do Postalis e a compra do terreno em Cajamar, em São Paulo. O caso Cajamar também é alvo de Ação Civil Pública por improbidade administrativa. A denúncia se refere às transferências de propriedade do terreno, adquirido em 2012 para construção de um centro logístico dos Correios por cerca de R$ 195 milhões. Três meses antes, o imóvel havia sido negociado por R$ 41 milhões.

Parte das investigações sobre o Postalis chegou a ser encaminhado para a Força Tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, mas foi devolvido ao MPF. A avaliação era que as investigações não tinham relação com o esquema de desvios na Petrobras.

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