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MPF pede investigação sobre empréstimo concedido por Bendine à socialite Val Marchiori

Pedido de abertura do inquérito policial foi encaminhado nesta sexta-feira, dia 6, logo após a confirmação de Aldemir Bendine na presidência da Petrobrás

Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

06 Fevereiro 2015 | 16h11

Atualizado às 20h22

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) pediu, na tarde desta sexta-feira, 6, abertura de inquérito policial para investigar empréstimo, que considera irregular, do Banco do Brasil à empresária Val Marchiori. A operação foi realizada em 2013, na gestão de Aldemir Bendine, que foi confirmado nesta sexta-feira como o novo presidente da Petrobrás, à socialite Val Marchiori.

De acordo com representação de um grupo de funcionários do Banco do Brasil, a instituição disponibilizou R$ 2,79 milhões à cliente oriundos de uma linha de financiamento BNDES Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos), mesmo com o cadastro dela contendo restrições impeditivas de crédito, o que na prática inviabilizaria a liberação de tais recursos.

Nesta semana, a Justiça Federal determinou ao Banco do Brasil o fornecimento de documentos referentes aos empréstimos concedidos à empresária, desde 2009. Em outubro do ano passado, o MPF já havia feito o pedido, mas o banco alegou ser necessária uma ordem judicial de quebra de sigilo bancário dos envolvidos para atender à solicitação. O MFP acionou, então, a Justiça e afastou essa condição por se tratar de recursos públicos e deu prazo de cinco dias para que o Banco do Brasil disponibilize a documentação. Com a instauração do inquérito, os procuradores também requerem que a Polícia Federal aprofunde as investigações.

Em nota divulgada à imprensa na noite desta sexta-feira, o banco afirmou que já prestou informações ao Ministério Público Federal. "Tão logo seja comunicado sobre novas solicitações, o banco prestará os esclarecimentos necessários", destacou o BB. A operação com a Torke, da empresária Val Marchiori, de acordo com o banco, está em situação de "total normalidade", com todos os pagamentos em dia, e "nenhuma pendência". "Isso significa que as análises técnicas realizadas - de crédito, de risco e da operação - tiveram êxito nos processos de conformidade", acrescentou a instituição.

(Com informações de Aline Bronzati, da Agência Estado)

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