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MRE: superávit comercial com vizinhos é 'preocupante'

O secretário geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, afirmou em seminário sobre Integração na América do Sul que as exportações e investimentos de empresas brasileiras geram "muitos ressentimentos" em países da região. "Empresas brasileiras vêm comprando empresas nesses países e a recíproca não ocorre, exceto no caso do Chile e da Colômbia", disse ele no evento na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Pinheiro Guimarães considerou "preocupantes" os superávits comerciais "crônicos" com os demais países da região. "Com o Equador, a proporção é de 30 exportações para cada importação", afirmou. Ele comentou que a pauta de exportação do Brasil é muito diversificada. "Hoje o principal produto de exportação brasileiro não passa de 5% da pauta. Outros países têm seu principal produto ocupando 30% ou 40% da pauta", disse.Segundo o secretário, as partes atrasadas da economia brasileira e latino-americana são muito parecidas, mas a parte avançada da economia nacional é muito diferente da dos demais países. "Isso gera problemas para a integração. As assimetrias são muito grandes e as queixas dos países menores são muito grandes", afirmou.Pinheiro Guimarães citou que o Brasil é um dos países com maior número de países fronteiriços. "O Brasil tem 10 vizinhos. Isso é uma questão político-econômica muito importante", afirmou.

ADRIANA CHIARINI, Agencia Estado

23 de novembro de 2007 | 17h08

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