MST culpa repressão da polícia pelo quebra-quebra contra reunião do BID

O MST culpou a Polícia Militar de Minas Gerais e os seguranças da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) pelas cenas de violência ocorridas na manhã desta sexta-feira, no centro de Belo Horizonte, onde se realiza a reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). De acordo com uma nota publicada no site dos sem-terra, os participantes do I Encontro dos Movimentos Sociais ocuparam o prédio da Cemig em protesto contra as altas tarifas de energia elétrica do estado e a reunião do BID, mas a "manifestação, que era pacífica, foi duramente reprimida". O MST diz que os manifestantes falavam no carro de som quando "seguranças armados da Cemig dispararam tiros para o alto, provocando pânico na multidão". A nota diz que logo depois "o batalhão de choque da Polícia Militar utilizou bombas de gás lacrimogêneo, cacetetes e disparos para dispersar a manifestação". O MST diz que "os vidros do carro de som foram quebrados", mas não cita que os vidros da porta de entrada da Cemig foram destruídos pelos manifestantes. Os sem-terra relatam ainda que "o fotógrafo Léo Drummond, da Agência EFE, foi atingido por gás lacrimogêneo nos olhos e ficou impedido de continuar seu trabalho" e que seis pessoas foram presas: Enio Boneberg, Marcelo Campelo Corisco, Alaercio de Sena Silva, Luciano Rodrigues dos Santos, João Pereira Rocha e Adilson Alves Pereira.. A nota do MST diz ainda que "uma manifestação de professores também foi dispersada com violência" pela policia no centro da capital mineira.

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