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MST faz nova invasão em ferrovia de Carajás da Vale

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) informou, em nota divulgada hoje, que a Estrada de Ferro Carajás (EFC), no Pará, sofreu nova invasão de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na manhã de hoje. Segundo a companhia, essa é a terceira invasão na ferrovia em menos de um mês. A invasão aconteceu no momento em que duas locomotivas manobravam 126 vagões vazios num pátio ferroviário próximo ao município de Parauapebas (PA). Os invasores do MST usaram de violência contra o maquinista e quatro funcionários da Vale empresa, que foram feitos reféns por cerca de 30 minutos. De acordo com relato dos funcionários feitos reféns, cerca de 300 invasores do MST cercaram a locomotiva. Eles estavam vestidos de preto, encapuzados e portavam foices, picaretas, pedaços de pau e facões. Os invasores ordenaram que a porta da locomotiva fosse aberta. Ainda de acordo com o relato dos funcionários, os mangotes (sistema de frenagem) das locomotivas foram cortados e as composições foram apedrejadas e golpeadas com as picaretas. A mineradora lembra que uma liminar, concedida pelo juiz federal Francisco de Assis Garcês Castro Júnior no dia 17 de outubro, está em vigor e determina a reintegração de posse da ferrovia à empresa. A liminar diz ainda que o governo do Estado do Pará deve disponibilizar, no prazo máximo de cinco dias, o efetivo da Polícia Militar condizente com a quantidade aproximada de ocupantes e que a Polícia Federal também pode ser acionada. Caso a medida não seja adotada pelas autoridades, poderá ser cobrada uma multa diária no valor de R$ 10 mil pelo descumprimento da desocupação. Em nota, a mineradora "reafirma seu repúdio a este tipo de prática criminosa, que vem sendo repetidamente usada pelos integrantes do MST, que novamente põem risco a segurança de nossos empregados, a livre circulação do trem de passageiros (o que prejudica cerca de 1,3 mil pessoas que diariamente utilizam este serviço prestado pela EFC), bem como o abastecimento de combustível para os municípios do Sudeste do Pará, que têm na EFC sua principal rota de transporte".

IRANY TEREZA, Agencia Estado

07 de novembro de 2007 | 14h22

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