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MT pode sofrer apagão por falta de fornecimento de gás boliviano

Cerca de 1 milhão de consumidores de energia elétrica de Mato Grosso correm o risco de sofrer apagão a partir desta quinta-feira. O fornecimento de gás natural da Bolívia para o Estado foi interrompido mais uma vez sem aviso prévio e data para retomada do fornecimento. De 26 de agosto a 15 de setembro, a Usina Termelétrica de Cuiabá ficou paralisada após anúncio da estatal boliviana de petróleo Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), suspendendo o gás natural.A Empresa Produtora de Energia LTDA (EPE), responsável pela usina em Cuiabá 1, informou que o estoque de gás acabou nesta quarta. Caso não seja restabelecida, em menos de 24 horas, a média de 600 mil metros cúbicos, a usina não terá como funcionar novamente. Com capacidade de 520 megawatts, a usina operou nesta quarta com apenas 135 megawatts. O acordo firmado com a YPFB era para o fornecimento de 2,2 milhões de metros cúbicos/dia para a usina, cujo contrato vale até 2019.A Operadora Nacional do Sistema Elétrico descartou a possibilidade de apagões em Mato Grosso. Segundo o órgão, mesmo com a paralisação da termelétrica, o sistema funciona sem riscos no Estado.O presidente da MT Gás, empresa pública responsável pela distribuição de gás natural no Estado, Helny de Paula, disse que o abastecimento ainda está abaixo do normal, pois recebe 700 mil metros cúbicos/ dia. "A planta está funcionando com uma capacidade um pouco abaixo e deve retomar à normalidade dentro dos próximos dias", afirmou Helny de Paula.Segundo ele, o governo do Estado tem se empenhado na busca da solução para o problema do abastecimento de gás em Mato Grosso. Paula disse que o corte de abastecimento de gás natural da Bolívia para o Estado ocorreu por problemas técnicos e não por retaliação política, avaliou.

Agencia Estado,

20 de setembro de 2006 | 19h02

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