MTE: serviços e indústria puxam geração de empregos

O setor de serviços e a indústria de transformação foram os destaques na geração de empregos com carteira assinada em setembro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O incremento das ocupações formais no mês passado nos serviços foi de 94.202, com elevação do nível de emprego nos seis ramos que compõem o setor. Já a indústria de transformação registrou crescimento de 94.205 vagas, com alta em 11 dos 12 ramos que formam o setor. Considerando todos os setores, foram geradas 246.875 vagas no País em setembro.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

19 de outubro de 2010 | 13h59

Os segmentos que mostraram destaque foram os de serviços de comércio e administração de imóveis (38.608 postos), serviços de alojamento e alimentação (25.331), serviços de transporte e comunicações (11.719) e serviços de ensino (8.113). Na indústria, chamaram a atenção os segmentos de produtos alimentícios (49.569), têxtil (8.166), mecânica (6.283), química (5.385) e material de transporte (4.033).

No comércio, houve 55.051 contratações no mês passado, um recorde do setor para o mês. O desempenho favorável foi fruto do comércio varejista (46.824) e do atacadista (8.227). O comportamento do mercado de trabalho no setor de construção civil também foi destacado pelo ministro Carlos Lupi. Em setembro, o setor gerou 21.676 vagas.

Agricultura

A Agricultura foi o único setor a apresentar um volume de demissões maior do que a de contratações em setembro, segundo os dados do Caged. O setor apresentou saldo negativo (já descontadas as contratações) de 22.937 trabalhadores no mês passado. "Apenas na Agricultura houve redução de empregos, como ocorre todos os anos em setembro, devido à entressafra no Centro Sul do País", comentou o ministro Carlos Lupi.

Os principais desempenhos negativos do setor foram vistos no cultivo de café, responsável pelo fechamento líquido de 26.157 vagas. Os principais Estados afetados foram Minas Gerais (menos 21.409 postos) e São Paulo (menos 3.757).

Em "atividades de serviços relacionados com a agricultura", as perdas foram de 3.020 vagas de trabalho no mês passado, com destaque também para Minas Gerais (menos 1.118 empregos) e São Paulo (menos 1.109). O cultivo de frutas cítricas também apresentou desempenho negativo, de 1.966, com São Paulo sendo o principal responsável por puxar os números para baixo (menos 2.044 pontos formais).

Alguns tipos de produto, no entanto, conseguiram gerar empregos em setembro na Agricultura. É o caso do cultivo de cana-de-açúcar (4.159 postos), com destaque para Pernambuco (4.287) e Paraíba (2.178) e o cultivo de uva (1.842), com contratações em Pernambuco (1.290) e Bahia (651 postos). (Célia Froufe)

Admissões

Considerando todos os setores, o mês de setembro registrou o maior número de admissões de trabalhadores com carteira assinada para o período, segundo o Caged, um total de 1.688.585. No mesmo período, no entanto, o volume de demissões foi o maior para meses de setembro, de 1.441.710. "Essa rotatividade mostra que o mercado de trabalho está aquecido", avaliou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Segundo ele, o Ministério prepara um estudo mais abrangente sobre a rotatividade no mercado. "Vamos fazer um balanço, mas precisamos esperar o segundo turno (das eleições) para divulgar. Espero anunciar os dados logo após a eleição", explicou.

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