Alexandre Araújo/Futura Press
Alexandre Araújo/Futura Press

MTST e sindicatos protestam contra PEC do Teto e bloqueiam rodovias

Entidades sindicais e movimentos populares realizam protestos em Estados do País contra mudanças em direitos trabalhistas e sociais

Elizabeth Lopes e José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2016 | 08h08

SÃO PAULO - Manifestantes do MTST fizeram protesto contra a PEC do Teto dos Gastos, em tramitação no Senado Federal, e bloquearam a Rodovia Presidente Dutra na manhã desta sexta-feira, na altura do trevo de Bonsucesso, em Guarulhos, sentido São Paulo, ateando fogo em pneus e pedaços de madeira.

A estrada que liga duas importantes capitais - São Paulo e Rio de Janeiro - ficou mais de uma hora bloqueada por manifestantes. A fogueira na pista da Dutra na região de Guarulhos, feita com pneus e pedaços de madeira pelos manifestantes, foi apagada por volta das 7h40. Apesar da liberação, o trânsito ficou bem complicado no local, com muitos quilômetros de congestionamento.

Além do protesto na Via Dutra, manifestantes do MTST bloquearam também a Rodovia Anchieta, no km 23, sentido São Paulo, na região de São Bernardo do Campo, prejudicando o trânsito no sentido São Paulo. Há manifestação do MTST também na Rodovia Regis Bittencourt e em vias da Capital, como na zona Sul.

Uma manifestação de moradores e sem-teto bloqueou totalmente a rodovia Anhanguera (SP-330), em Sumaré, interior de São Paulo. Os manifestantes fizeram barreiras com pneus e atearam fogo, interditando os dois sentidos da rodovia, no trecho em que a rodovia corta o distrito de Nova Veneza. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, os manifestantes são moradores da Vila Soma, bairro situado às margens da rodovia. Um dos acessos a Sumaré também ficou bloqueado. Ainda segundo a polícia, a manifestação é contra as medidas de controle fiscal do governo Temer. Às 8 horas, os policiais e a Guarda Municipal de Sumaré negociavam a liberação da rodovia, que já está liberada.

Cerca de 300 mil usuários do transporte coletivo urbano e interurbano ficaram sem ônibus desde a madrugada, em Sorocaba e 40 cidades da região. A greve foi decretada pelos sindicatos dos trabalhadores em protesto contra medidas de ajuste fiscal do governo federal. Foram mantidos 30% da frota circulando, insuficientes para atender os usuários.

Em Sorocaba, Votorantim e Itapetininga, onde o transporte urbano também parou, milhares de pessoas seguiram a pé para o trabalho. Nas rodoviárias, usuários foram apanhados de surpresa no meio de viagens programadas para o feriado prolongado da Proclamação da República, dia 15.

O Sindicato dos Condutores de Sorocaba divulgou nota informando que a categoria participava do Dia Nacional de Greve contra o que chamou de "pacote de maldades" do governo Temer. Também anunciou que a paralisação será suspensa ao meio-dia. A Urbes, empresa municipal de transporte de Sorocaba, informou ter montado um esquema especial para garantir um mínimo de mobilidade aos usuários.

Protestos no País. Entidades sindicais e movimentos populares também realizam protestos em outros estados do País, contra ataques a direitos trabalhistas e sociais. O lema é "Nenhum direito a menos!".

O secretário-geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, disse que as "entidades de base farão atos pela manhã, junto às suas categorias - podem ser concentrações ou paralisações. 

Às 14 horas, a Associação de Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) faz assembleia na Praça da Republica, na capital paulista, e movimentos sociais se encontram no vão livre do Masp, na avenida Paulista, às 15 horas. O evento principal acontece às 16 horas na Praça da Sé, reunindo as entidades sindicais e movimentos".

 

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