Guilherme Gandolfi/Futura Press
Guilherme Gandolfi/Futura Press

Manifestantes do MTST protestam contra fome em shopping de luxo de SP

Levantamento recente apontou que 14 milhões de pessoas entraram no mapa da fome no último ano

Jessica Brasil Skroch, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2022 | 15h48

Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) protestaram nesta quarta-feira, 8, contra a fome e o aumento do custo de vida no Brasil dentro do shopping Iguatemi, em São Paulo, um dos mais luxuosos da cidade. 

A manifestação ocorre no mesmo dia da divulgação de um levantamento que mostra que 33,1 milhões de pessoas não têm o que comer no País, 14 milhões a mais do que no ano passado. O dado é do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). 

Os manifestantes levavam bandeiras do Brasil com a palavra “fome”, além de diversos cartazes com dizeres como: “Hoje somos escravos do custo de vida”, “Gás de cozinha a preço de ouro”, “Oferta: carcaça de frango, R$10,15/kg” e “33 milhões de brasileiros com fome”. 

A concentração do protesto foi na praça de alimentação do shopping Iguatemi, com o objetivo de denunciar a fome “que se alastra pelo Brasil”, disse o movimento na sua página oficial do Twitter. Em coro, as pessoas diziam: “Não é mole não, Brasil com fome e aqui ostentação”. Segundo o MTST, o local da ocupação foi escolhido por ser um símbolo da desigualdade na capital paulista.

Durante o protesto, Ediane Maria, coordenadora do MTST, disse, em discurso, que este dia é um marco para o País em que 14 milhões de pessoas entraram para o mapa da fome. “Hoje, 33,1 milhões de trabalhadores e trabalhadoras estão passando fome, com insegurança alimentar. (...) A gente está falando de uma população que trabalha e que não pode consumir”, esbravejou Ediane.

 

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