Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Múcio diz que trabalhará o dia todo para esvaziar CPI

Após reunião com Lula e Franklin Martins, ministro das Relações Institucionais diz que terá 'dia complicado'

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

15 de maio de 2009 | 12h43

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, José Múcio Monteiro, avisou nesta sexta-feira, 15, que vai trabalhar o dia todo para retirar as assinaturas necessárias para esvaziar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras e tentar reverter a manobra realizada pela oposição, nesta manhã, para instalação da CPI. "Será um dia complicado, de muita dificuldade", disse o ministro, ao sair do Palácio da Alvorada, onde se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins.

 

Segundo Múcio, o presidente Lula comentou, durante o encontro, que não entendia por que a oposição estava fazendo isso agora, já que a Petrobras é a empresa que mais está investindo no País, lembrando ainda que a empresa vai assinar um acordo importante com o governo chinês para mais investimentos. Ele disse, no entanto, que Lula não está chateado, nem irritado.

 

O requerimento que foi lido no plenário do Senado nesta sexta tinha 32 assinaturas favoráveis à instalação da CPI da Petrobras. São necessárias 27 assinaturas para a criação de uma CPI, o que significa que o governo precisa conseguir retirar seis assinaturas para esvaziar a Comissão. Os senadores podem retirar ou acrescentar a assinatura ao requerimento até a meia-noite.

 

'Cochilo'

 

O ministro negou que tenha havido um "cochilo" por parte da base aliada com relação à manobra da oposição para a instalação da CPI da Petrobras. Ele justificou que havia um acordo que foi feito na manhã de quinta-feira e rompido à tarde. "O acordo de que o presidente da Petrobras falaria numa comissão e não teria CPI foi feito com todos os partidos de manhã (de quinta) e, de repente, todo mundo foi surpreendido com essa quebra do acordo", declarou Múcio.

 

Ele acrescentou ainda que o PSDB tinha um senador presente à reunião que representou o pensamento do partido. "Isso é da democracia, mas lamentamos. O mundo todo está em crise e temos de trabalhar para que o Brasil seja o menos atingido", disse.

 

Ao ser indagado sobre o fato de o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que leu o requerimento que pede a instalação da CPI no plenário, integrar a base governista, o ministro respondeu que Cavalcanti é de um partido da base sim, mas sempre teve uma posição diferente.

 

José Múcio insistiu que o governo não tem nada a esconder ao não querer a instalação da CPI, ressaltando que "ela verdadeiramente atrapalha". "Toda vez que tem uma CPI nós trabalhamos para que não tivesse, para que não atrapalhe os trabalhos legislativos", disse. "Uma CPI, de todo jeito, cria problema. Mas, é isso mesmo. Lamentamos. É um instrumento da democracia. Só não estamos entendendo porque o PSDB resolveu isso, num momento desses, de dificuldade, de crise, quando nós precisamos dos cargos (empregos) que a Petrobrás vai gerar, dos investimentos no Estado", completou.

 

O ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Franklin Martins, que também participou da reunião com Lula, comentou que a oposição, ao invés de se preocupar com os maiores problemas do país, está se preocupando com a maior empresa do país, que mais ajuda a criar emprego, investimento, gerar renda e enfrentar a crise. "A oposição deve saber o que está fazendo. A Petrobras é uma empresa pela qual o povo brasileiro tem um enorme respeito", disse.

Tudo o que sabemos sobre:
CPI da PetrobrasJosé Múcio Monteiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.