Muçulmanos rezam por chuva em seca na Guiana Inglesa

Muçulmanos na Guiana Inglesa rezaram para que chova no sábado, na esperança de acabar com uma seca que está afetando as exportações de açúcar e arroz do pequeno país sul-americano, e que já causa racionamento de comida entre as comunidades indígenas.

REUTERS

27 de março de 2010 | 17h19

O governo da ex-colônia britânica, de aproximadamente 750 mil habitantes, está tendo dificuldade para fornecer meios de irrigação para as plantações e a água nos reservatórios está descendo a níveis alarmantes.

A Organização Central Islâmica da Guiana (OCIG), que representa muçulmanos que fazem parte de 145 mesquitas no país multiétnico, organizou um dia de orações para pedir chuva.

"Essa atividade é coerente com a Suna do profeta Maomé que pediu ao Criador que fizesse a chuva descer do céu para aliviar o sofrimento", disse Shaykh Moeenul, um dos líderes da OCIG.

Muçulmanos representam aproximadamente 7 por cento da população da Guiana. Hinduístas representam 28 por cento e cristãos perfazem a maioria das outras crenças seguidas localmente.

A Guiana é um dos diversos países na região, inclusive a vizinha Venezuela, que estão sofrendo com a seca desde o fim do ano passado.

"As comunidades indígenas estão sofrendo muito", disse o presidente Bharrat Jagdeo na sexta-feira. "Estamos fornecendo alimento a algumas comunidades mas precisamos aumentar isso significativamente."

A produtora de açúcar estatal Guyana Sugar Corporation disse esta semana que o crescimento e o desenvolvimento da cana foi afetado em cinco de suas oito plantações. O replantio teve de ser interrompido em quatro fazendas.

A empresa disse que o impacto total não será conhecido até a segunda safra de 2010.

A receita da exportação de açúcar caiu 10,2 por cento em 2009, para 119,8 milhões de dólares em relação ao ano anterior, e a receita da exportação de arroz caiu 3,3 por cento, para 114,1 milhões.

(Reportagem por Neil Marks)

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