Mudança abrupta nos juros não é necessária, diz Rato

O recém-confirmado diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, O espanhol Rodrigo Rato, disse não ver necessidade de mudança bruca nas taxas de juro nos Estados Unidos e na Europa. "Não há tensão inflacionária nos EUA ou na Europa e, além disso, não há razão para mudanças abruptas nas taxas de juro", acrescentou. Rato tem sido questionado se uma alta no juro nos EUA irá ameaçar a sustentabilidade da dívida de países endividados, como o Brasil. Ele disse que o fundo acompanha tais questões "com intensidade", mas que a elevação das taxas deve ser moderada. Os comentários foram feitos durante entrevista um dia após ter sido nomeado para a direção do FMI. Rato reiterou que as avaliações recentes do fundo de que os EUA passa por um período de crescimento forte e sustentável, no entanto observou haver dois fatores desestabilizadores, os quais precisam ser corrigidos. O primeiro, em sua opinião, é o déficit fiscal norte-americano; o segundo, o déficit em conta corrente do mesmo país. Corrigir ambos déficits ajudaria outras economias mundiais a se recuperarem. Rato disse que a elevação nos preços do petróleo pode prejudicar a atividade econômica global, embora as previsões do fundo sejam de o barril próximo a US$ 30,00. Rato lembrou que cada US$ 5,00 acima desse nível reduz 0,3 ponto percentual do crescimento global.Argentina e TurquiaRodrigo Rato, esquivou-se de detalhar opiniões sobre a Argentina e disse que as negociações relacionadas a dívida são entre o país e seus credores e não envolvem diretamente o FMI, embora "o fundo acompanhe as negociações de perto". Sobre a Turquia, outro país com turbulência econômica, Rato disse que as preocupações são com as medidas que o governo deve tomar para trazer estabilidade ao país e permitir o crescimento econômico.

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