finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mudança de comando na Roche

A farmacêutica suíça Roche terá novo presidente a partir de janeiro. O executivo alemão Rolf Hoenger assume o lugar de Adriano Treve, que passa a comandar a Roche na Turquia, depois de cinco anos à frente da subsidiária brasileira. Desde 2008 no País, o executivo italiano já tinha sinalizado desejo de ficar mais próximo à sua família.

O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2013 | 02h14

Hoenger, formado em economia pela University of St.Gallen, na Suíça, está há mais de 20 anos no grupo. O executivo já tem familiaridade com o mercado latino-americano. Hoenger foi presidente da Roche na Colômbia e atualmente ocupa o cargo de diretor comercial de desenvolvimento na América Latina.

Os países emergentes estão ganhando cada vez mais espaço para a farmacêutica suíça. Brasil e Turquia são os principais exemplos, assim como China e Rússia. Há cinco anos, a Roche, fabricante do Rivotril, esteve prestes a fechar sua fábrica no Brasil e chegou a colocar a unidade instalada em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, à venda. A decisão fazia parte da estratégia global da farmacêutica suíça de se desfazer de ativos considerados pouco relevantes para o grupo, que nos últimos anos passou a se dedicar ao desenvolvimento de produtos biológicos. O Brasil ocupava àquela época a 10ª posição em receita global. Atualmente, a Roche no País ocupa a 6ª posição dentro do grupo em faturamento e é a 3ª subsidiária com maior crescimento, atrás da China e Rússia.

Em 2012, a receita da Roche no País chegou a R$ 2,23 bilhões, elevação de 11% ante 2011. O lucro líquido foi de R$ 164,3 milhões, alta de 45%. As perspectivas para este ano são crescer acima de dois dígitos.

"Ops! O item procurado não pode ser encontrado" é um resultado cada vez menos comum para quem faz uma busca no campo "procurar" da loja virtual da Netshoes, e-commerce de artigos esportivos que faturou R$ 1,1 bilhão em 2012. Em outubro, a empresa reformulou o site com o objetivo de melhorar a experiência de seus 17 milhões de visitantes únicos por mês. O projeto envolveu a reformulação das buscas e a atualização do catálogo de mais de 45 mil itens esportivos, que ficou mais detalhado. Desde a mudança, as buscas sem resultados caíram 80% e a receita gerada a partir de pedidos iniciados neste canal cresceu 40%, segundo Rodrigo Nasser, diretor de tecnologia da Netshoes.

Por que reformular a Netshoes?

Diferente do comércio físico, no meio eletrônico o cliente encontra um catálogo de produtos muito grande. Na Netshoes, por exemplo, são 6 mil tipos de calçados. Percebemos que os usuários tinham dificuldade para encontrar o que procuravam entre tantas opções. Não bastava ter somente um cadastro bem feito com o nome do produto, pois muitas vezes o cliente busca "tênis vermelho e preto para correr número 41". No mundo ideal, o cliente buscaria um produto pelo código de barras, mas não é assim.

Como facilitar a vida do cliente?

Lançamos uma nova ferramenta de buscas mais poderosa. Conseguimos detalhar os atributos dos produtos, como cor, tecido, indicação de uso e avaliação. Uma peça de vestuário tem até 30 atributos.

Quais resultados já foram vistos?

A página de pagamento passou a aparecer após o terceiro ou quarto clique. Antes, até o quarto ou quinto clique essa página não apareceria de forma significativa. O tempo entre escolha e conclusão do pedido caiu de 5 para 3 minutos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.