Mudança de rotina empurra brasileiro para o empreendedorismo
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Mudança de rotina empurra brasileiro para o empreendedorismo

Desemprego tem despertado novas paixões profissionais

Media Lab Estadão, O Estado de S.Paulo
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11 de setembro de 2020 | 00h00

Empreender está entre os principais desejos dos brasileiros. A estimativa é que 7 em cada 10 pessoas queiram ter o próprio negócio e a pandemia da covid-19 acelerou a realização desse sonho para muitos trabalhadores que perderam suas ocupações. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que no segundo trimestre deste ano o País passou a ter mais 8,9 milhões de desocupados. Diante deste cenário de desemprego, muitos encontraram no empreendedorismo a saída para tirar o sustento da família e descobriram novas paixões profissionais e já reavaliam a volta para o antigo emprego.

Lidar com as questões emocionais da perda pode ser um desafio, conforme explica a psicoterapeuta Sabrina Amaral. “O que separa as pessoas que reagem bem daquelas que ficam travadas no problema começa na percepção sobre os fatos”, afirma. Para ela, ter a atitude mental positiva em relação ao problema faz toda a diferença. “Claro que é natural nos entristecermos por um período e termos uma espécie de ‘luto’ pelo que perdemos. Se as pessoas se apegam à tristeza podem entrar num looping de vitimização, baixa autoestima e pessimismo, o que as levará para uma sensação de impotência para lidar com o problema”, destaca.

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DJ, ator e trapezista, Gabriel Castro, 34, viu suas atividades profissionais serem afetadas bem no início da pandemia e resolveu arregaçar as mangas e colocar a mão na massa. “Quando começou o isolamento social, achei que ia ficar uns dois meses em casa”, comenta. As incertezas quanto à volta ao trabalho e o tempo livre fizeram Castro se dedicar a fazer pães para compartilhar com os amigos e o que começou como um passatempo em abril foi se profissionalizando e hoje o dono do slogan “O pão que o viado amassou”, que funciona em Curitiba, já tem uma padaria aberta e uma escola de panificação, que teve de fechar as portas devido à pandemia.

“Estou produzindo entre 100 e 120 pães por dia, com toda a venda sendo realizada pelas mídias sociais”, diz. “Gosto de todas as ocupações que tenho e gostaria de continuar com os alunos do teatro, mas sei que a retomada será difícil e essa história de fazer os pães está sendo gostosa de contar. Pretendo continuar com ela mesmo depois que tudo isso passar”, enfatiza Castro.

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Essa história de fazer pães está sendo gostosa de contar
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Gabriel Castro, 34

Mudança radical

A técnica em química Marta Rejane, 43, viu sua vida virar de ponta-cabeça quando a pandemia começou. Ela tinha acabado de conseguir uma ótima oportunidade de trabalho em uma indústria química em Balneário Camboriú (SC) e resolveu se mudar de Curitiba para o litoral catarinense. Mas ainda no período de experiência acabou sendo desligada da empresa.

Marta, que abriu mão de voltar para a cidade onde nasceu, resolveu abrir o próprio negócio. Optou pela compra de uma franquia da Limpeza com Zelo, rede de limpeza de pequenos escritórios e residências. O negócio começou a operar em junho e a empreendedora está animada com os resultados iniciais. “Foi um susto, mas na medida do possível agora está tudo bem”, diz Marta. Animada com as oportunidades que ainda pode ter, ela afirma que não pretende voltar para sua antiga função e vai seguir investindo no novo negócio.

Uma dica dos especialistas para quem está começando é apostar nas mídias sociais para divulgar seus produtos e serviços. Criar páginas atrativas, responder rapidamente aos clientes, divulgar nos grupos dos bairros são algumas formas que podem ser usadas para ampliar as vendas. Entretanto, não respeitar a privacidade do cliente e sobrecarregar os consumidores com mensagens a todo momento pode afetar negativamente o negócio.

 

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