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Mudança não evita que fundos populares percam da poupança

Mesmo com alterações de tributação na poupança, competitividade da caderneta permanecerá

Rita Tavares eYolanda Fordelone, da Agência Estado,

13 de maio de 2009 | 15h51

Independente das alterações de tributação na poupança, a competitividade da caderneta em relação aos fundos conservadores (renda fixa, DI e curto prazo) permanecerá. Com isso, o movimento de saída de pequenos investidores de fundos, que vinha sendo observado no fluxo dos fundos populares poderá se intensificar. "Os pequenos poupadores devem ir para a poupança porque cada vez mais a diferença de remuneração se intensificará", avalia o economista e professor de matemática financeira José Dutra Vieira Sobrinho.

 

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Segundo cálculos do professor, uma queda da Selic de 10,25% ao ano para 9% ao ano significaria uma redução mensal no rendimento da caderneta de 0,05 ponto porcentual, de 0,58% para 0,53%. "Nos fundos, a queda da Selic tem um impacto bem maior", calcula. No caso dos fundos com taxa de administração de 2% ao ano, por exemplo, essa queda da Selic faria com que a rentabilidade recuasse em 0,08 ponto porcentual, de 0,52% para 0,44% ao mês. Em fundos com administração de 1,5% ao mês, a queda de rentabilidade pode ser de 0,07%. Ou seja, o rendimento, atualmente em 0,55% poderá recuar até 0,48% ao mês.

 

O movimento de saída de pequenos investidores de fundos mais populares já pode ser verificado nos últimos meses. De acordo com o site especializado em fundos de investimento Fortuna (fortuna.com.br), fundos de curto prazo, DI e de renda fixa, com aplicação inicial de até R$ 5 mil, registraram saída de R$ 136 milhões na primeira semana de maio. Os fundos populares cobram, em média, taxas de administração de 3% ao ano, o que achata a rentabilidade dessas aplicações.

 

Na mesma primeira semana de maio, o rendimento desse grupo de fundos foi de 0,15% contra a alta de 0,21% dos fundos para investidores maiores, com mais de R$ 100 mil. Se para os pequenos, a poupança se torna cada vez mais interessante, as mudanças de tributação podem fazer com que grandes investidores saiam da poupança rumo aos fundos.

 

O economista Marcos Silvestre lembra que, nos fundos, os grandes clientes já conseguem pagar baixas taxas de administração. "Os CDBs também podem ser mais procurados a partir de agora", diz o economista. O risco da poupança e dos CDBs, segundo ele, é muito próximo, uma vez que ambas as aplicações são protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no valor de até R$ 60 mil por CPF.

 

"Os bancos podem aumentar um pouco o custo de captação de recursos, subindo as taxas de CDBs em 0,5 ou 1 ponto porcentual no ano", aponta José Dutra Vieira Sobrinho. "O que para os bancos será um aumento pequeno, mas para o investidor pode ser um fator que pese na hora de comparar os rendimentos entre poupança e CDBs", diz. A elevação não só tornaria o CDB mais competitivo frente à caderneta, como também aos títulos públicos.

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