Mudança no cálculo do superávit vai demorar, diz FMI

O diretor-gerente do FMI, Horst Köhler, descartou na noite desta segunda-feira a possibilidade de que as mudanças no cálculo do superávit primário brasileiro seja adotada no curto prazo. De acordo com ele, será necessário uma discussão mais ampla sobre o novo padrão para as contas públicas, já que a proposta não ficaria restrita apenas ao Brasil mas seria estendida a todos os países da América Latina. "A minha expectativa é de que, no final do primeiro semestre, já tenhamos ao menos as diretrizes para esse novo cálculo", disse. Ele frisou, no entanto, que qualquer modificação tem de respeitar uma estrutura fiscal de prudência. O diretor-gerente do fundo, no entanto, disse que a necessidade de tempo para a criação desse novo padrão contábil não significará que os investimentos em infra-estrutura terão de esperar mais dois ou três anos. O diretor-gerente do FMI disse que está entusiasmado com os a economia brasileira e vê uma possibilidade de que o País tenha um crescimento ao redor de 3,5% em 2004. Ele citou as exportações, destacando os produtos que não são do setor do agronegócio, os dados referentes a investimentos e também os referentes a consumo. "Esse crescimento (de 2004) vai levar o País para 2005", disse. Sobre o mesmo tema, veja os links abaixo: Palocci quer nova regra para infra-estrutura em acordo com FMI FMI sinaliza com mudança na regra de investimentos

Agencia Estado,

01 Março 2004 | 21h00

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