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Mudança no imposto surpreende analistas

Para alguns analistas, a mudança no IOF anunciada ontem, apesar de positiva, é mais um sinal confuso enviado pelo governo brasileiro sobre sua política econômica. Embora circulassem rumores no mercado, boa parte dos economistas não esperava mudanças no imposto neste momento, sobretudo após o Banco Central dar um aperto maior nos juros do País.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2013 | 02h03

A consultoria Eurasia, com sede em Washington, embora achasse possível, não esperava que mudanças no IOF viessem agora. Uma das razões foram as declarações de ontem do diretor do BC, Aldo Mendes, de que a interpretação para a alta recente do dólar no Brasil estava ligada mais a um realinhamento global dos investidores à possível mudança na política de estímulos do Federal Reserve (Fed, o BC norte-americano) via compra de ativos no mercado financeiro. Assim, a desvalorização do real não seria um fenômeno isolado do Brasil, mas alinhado a outras moedas de países emergentes (leia abaixo).

Por esse motivo, as declarações do diretor do BC passaram a sensação aos economistas da Eurasia de que o governo esperaria mais algum tempo para ver as consequências desse movimento dos investidores globais antes de tomar outras medidas.

O economista da Nomura Securities, Andre Ikeda, em um e-mail a clientes, avalia que a mudança no IOF não parece fazer muito sentido, especialmente neste momento em que governo e BC pareciam estar mais alinhados. De qualquer forma, a retirada de um imposto sobre a livre movimentação de capital foi considerada positiva pelos economistas.

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