Mudança no IOF não está relacionada à inflação, diz Mantega

Ministro afirmou que objetivo da medida publicada hoje é normalizar mercado de câmbio

Laís Alegretti, Adriana Fernandes, Agência Estado

04 de junho de 2014 | 10h58

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou na manhã desta quarta-feira, 4, que a inflação está caindo numa velocidade maior do que a que o mercado financeiro esperava. "A queda da inflação é importante para aumentar consumo e ativar comércio", afirmou o ministro.

Sobre a medida que reduz de 360 para 180 dias o prazo médio mínimo das captações externas que terão incidência de alíquota zero do IOF, Mantega disse que o objetivo é normalizar mercado de câmbio.

"O câmbio brasileiro, que havia se desvalorizado, já se valorizou e está em patamar normal. Nos últimos seis meses, a moeda brasileira é a segunda que mais valorizou", disse. "Portanto, estamos com situação normal no mercado de câmbio, então estamos suprimindo o último IOF que existia daqueles que tomamos. Isso significa que mercado cambial está funcionando normalmente."

Questionado se a medida tinha como base preocupação com a inflação, Mantega disse que o objetivo é normalizar mercado de câmbio. "Essa medida vai facilitar a liquidez de alguns segmentos da economia, mas não tem objetivo direto em relação à inflação", disse. Mantega afirmou, ainda, que a medida também ajuda os bancos pequenos. "Eles têm diminuído o crédito no País nos últimos anos e pode ajudar algum banco pequeno que queira ter um pouco mais de liquidez", disse, acrescentando que não houve um pedido específico desses bancos.

Sobre se a medida facilita a oferta de crédito para financiamentos de bens no País, Mantega afirmou: "Eu acho que o crédito já estava facilitado quando retiramos o IOF para operações de 4 anos. Reduzimos para 3 anos, 2 anos. Eu diria que não há dificuldade para crédito, mas é sempre um adicional. Existe uma oportunidade adicional de crédito com essa medida", disse.

"Essa medida vai facilitar a liquidez de alguns segmentos da economia, mas não tem objetivo direto em relação à inflação", disse.

Mantega afirmou, ainda, que a medida também ajuda os bancos pequenos. "Eles têm diminuído o crédito no País nos últimos anos e pode ajudar algum banco pequeno que queira ter um pouco mais de liquidez", disse, acrescentando que não houve um pedido específico desses bancos.

O ministro argumentou que a mudança sobre o IOF vai facilitar a tomada de crédito no exterior e disse que a renúncia é praticamente inexistente, porque hoje não há grande volume de operações nessas características. "As empresas estão tomando crédito com dois anos, quatro anos", disse.

Segundo a Fazenda, a medida tem por objetivo facilitar a captação de recursos no mercado externo, com reflexos positivos sobre o custo e a oferta de funding para os agentes econômicos no País. A mudança tem um custo fiscal estimado em R$ 10,31 milhões em 2014, R$ 18,19 milhões para 2015 e R$ 18,44 milhões para o ano de 2016.

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