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Mudança no sistema financeiro inquieta banqueiros argentinos

Os banqueiros e o próprio Banco Central estão inquietos por causa da criação da comissão de reestruturação do sistema financeiro. Na surdina do fim do dia de seus últimos momentos como presidente, Eduardo Duhalde, assinou o decreto que cria a comissão e, por conseqüência, o super-gerente de todo o sistema. O decreto publicado no Diário Oficial desta segunda-feira gerou desconfiança entre os banqueiros que temem a perda da independência do BC, já que no futuro a comissão poderá absorver muitas das funções que hoje são desempenhadas pelo Banco Central.Paralelamente à esta inquietude, o ministro de Economia, Roberto Lavagna, enviou ao Congresso na última sexta-feira, o projeto de reforma da Lei de Entidades Financeiras e uma nova modificação na chamada Carta Orgânica do BC ? uma espécie de Estatuto da instituição. Pelo decreto de criação da comissão, suas atribuições se limitariam à flexibilização das condições para os bancos com problemas de liquidez, basicamente as duas principais entidades oficiais, os bancos Nación e o Ciudad. Porém, há um artigo que deixa aberta a faculdade do Poder Executivo de ampliar as funções da comissão. Os banqueiros e a diretoria do Banco Central temem que esta seja o ponta pé inicial para a realização de uma mudança maior na estrutura da autoridade monetária. Um dos exemplos citados é a criação do "super-gerente" que concentraria a Superintendência de Entidades Financeiras do BC, com a Superintendência dos fundos de pensão e a Comissão Nacional de Valores.

Agencia Estado,

26 de maio de 2003 | 16h19

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