Mudança para compra no cartão de crédito no exterior vai demorar

Medida deve evitar surpresas desagradáveis por conta da oscilação do câmbio; cliente só sabe quanto vai pagar em compras realizadas no exterior quando chega a fatura do cartão

Hugo Passarelli, O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2016 | 05h00

Os turistas brasileiros ainda vão demorar a sentir os efeitos nas mudanças para compras no cartão de crédito realizadas no exterior. Na semana passada, o Banco Central permitiu que o câmbio do dia da compra – e não apenas o do fechamento da fatura – seja considerado para converter o valor do produto ou serviço em reais.

Dos cinco principais bancos de varejo do País, só a Caixa Econômica Federal diz já ter uma previsão para adotar a prática: 1.º de janeiro de 2017. De acordo com a instituição financeira, o correntista poderá checar por meio de aplicativo o valor convertido logo após a compra. Procurados, os demais bancos informaram que ainda estão analisando a questão.

Na prática, a medida deve evitar surpresas desagradáveis por conta da oscilação do câmbio. Hoje, o cliente só sabe quanto vai pagar em compras realizadas no exterior quando chega a fatura do cartão. Vale a ressalva de que usar o câmbio do dia é mais previsível para o consumidor, mas não é garantia de economia em todos os cenários.

“Já vínhamos discutindo a questão com os bancos e percebemos que a mudança era uma demanda da sociedade”, diz Rodrigo Lara Pinto Coelho, chefe do departamento de regulação prudencial e cambial do BC. De acordo com ele, a alteração não é uma obrigação e cabe aos bancos oferecer ou não essa opção ao cliente.

Na Caixa, os clientes poderão fazer a opção a partir do ano que vem pela central de relacionamento ou aplicativo do banco. Se no meio do caminho mudar de ideia, o cliente deverá pedir o banco que mude a forma de cobrança da fatura.

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