Mudanças atingirão quem ganha menos

Uma alteração do cálculo do Imposto de Renda (IR) de pessoas físicas que mantenha o limite de isenção em R$ 900,00 e reduza as alíquotas atuais, mas elimine as deduções com dependentes, contribuição ao Imposto Nacional do Seguro Social (INSS) e despesas médicas e com educação, implicará aumento de tributo para quem tem salário menor e redução para quem recebe mais. Essas mudanças vêm sendo estudadas pelo secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, e técnicos da secretaria.A adoção de alíquota única de 7,7% elevará o imposto anual de quem recebe até R$ 1.861,00 por mês, ou R$ 22.332,00 por ano, e reduzirá o de quem ganha acima disso. Se a alíquota única for de 10%, sofrerá aumento de tributação anual quem recebe até R$ 2.278,00 por mês, ou R$ 27.336,00 por ano, e redução quem tem renda superior. A conclusão é da ASPR Auditoria e Consultoria, em estudo feito pelos consultores Ary Silveira Bueno e Paulo Rogério Magri.Situação pode ficar pior para quem ganha menos Na hipótese de o governo decidir reduzir o limite de isenção para cerca de R$ 500,00, eliminar as deduções e adotar alíquota única de 7,7%, a situação fica ainda pior para quem recebe menos. Aí, o assalariado com renda mensal de R$ 1.500,00 pagará imposto anual de R$ 924,00, o que representa 5,13% de seu rendimento anual e aumento da carga tributária de 87,41%. Nesse mesmo cenário, o assalariado com renda mensal de R$ 5 mil pagará imposto anual de R$ 4.158,00, o que equivale a 6,93% do rendimento anual e redução da carga tributária de 56,89%.

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