Mudanças em VGBL e PGBL trazem vantagens

A resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), que permite que um plano de previdência seja associado a um Fundo de Aplicação em Cotas (FAC) e que este compre cotas de Fundos de Investimento Financeiro (FIFs) já existentes no mercado, pode trazer algumas vantagens para o investidor. Analistas apontam uma possível redução nas taxas de carregamento, o aumento da variedade de produtos disponíveis e uma pequena elevação no ganho das carteiras.No primeiro caso, a redução da taxa de carregamento vai depender da concorrência entre as empresas de previdência. O fato é que, com a possibilidade de se associar um FAC à carteira de recursos do plano, a gestão dos recursos será menos onerosa, já que comprará cotas de fundos já existentes. Ou seja, uma empresa de previdência poderá ter vários FACs, os quais investem em FIFs já estruturados e administrados (veja mais informações no link abaixo). A taxa de carregamento dos planos de previdência é o custo desses planos para o investidor. Trata-se de uma porcentagem que incide sobre os valores depositados. Hoje, varia entre 0% e 5%. "Com a nova regra, a redução da taxa só vem se uma das empresas de previdência começar a reduzi-la", afirma o diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Luiz Peregrino. Ele lembra que, a partir da circular da Susep que regulamentará a resolução do CNSP, todos os planos de previdência criados a partir daí seguirão essa regra. Caso haja de fato uma redução nas taxas de carregamento, os investidores dos planos antigos terão a possibilidade de transferir seus recursos para uma carteira nova e, dessa forma, contar também com um custo menor.O diretor de Vida e Previdência da Real Seguros, Flávio Perondi, acredita que o menor custo dos produtos estimula a criação de novos planos de previdência, o que pode ser bom também para o investidor. "Com uma variedade maior de produtos, o investidor terá maiores chances de encontrar aquele que melhor se alinha aos seus objetivos", afirma. Uma outra vantagem da regra que pode chegar ao investidor é um aumento na rentabilidade dos FIFs. "Isso acontecerá caso os administradores desses fundos consigam uma eficiência melhor, principalmente em função do aumento do patrimônio administrado", afirma o diretor-executivo da área de Vida e Previdência do Banco Itaú, Osvaldo do Nascimento.Ele explica que, com mais recursos, o administrador pode comprar papéis de um número maior de empresas, diversificando a composição da carteira, no caso dos fundos de renda variável. O mesmo acontece com os fundos de renda fixa, em que é possível, com um maior volume de recursos, formar uma carteira com papéis de diferentes vencimentos.Nesse ponto é importante destacar a importância da escolha da empresa de previdência, pois caberá a ela a escolha do administrador do fundo. É certo que ao comprar o produto, o investidor pode e deve ter acesso às informações sobre os fundos de investimento dos quais o FAC do seu plano de previdência comprará cotas. Mas, de qualquer forma, é a administradora do plano de previdência que acaba acompanhando mais de perto a administração dos FIFs.

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