Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Mudanças na China são importantes, mas força dos emergentes é maior agora, afirma Levy

Segundo ministro da Fazenda, países emergentes estão melhor preparados para lidar com os desafios que mudanças na China e a elevação dos juros nos EUA devem trazer para a economia mundial

Altamiro Silva Junior, enviado especial, O Estado de S. Paulo

08 Outubro 2015 | 17h43

LIMA - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que o Brasil e os emergentes estão melhor preparados para lidar com os desafios que as mudanças na China e a elevação dos juros nos Estados Unidos devem trazer para a economia mundial. "Estamos de muitas formas preparados para enfrentar estas mudanças", disse em um evento durante a reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI). 

"As mudanças na China são importantes, mas quando você olha em muitos mercados emergentes, em particular na América Latina, a força da economia está muito diferente agora do que era há 15 anos", disse ele. O ministro afirmou ainda que muitos países emergentes não têm bolhas de ativos, problemas financeiros ou alavancagem financeira excessiva. "Isso nos dá uma condição de lidar com o novo ambiente."

Levy reconheceu que a baixa confiança dos agentes tem tido impacto no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, com as pessoas adiando decisões. "O Brasil é uma economia ampla e tem muita flexibilidade para responder às mudanças", disse ele, destacando que a desvalorização do real tem permitido que o setor industrial se recupere.

"Todo mundo que tem um choque real está em recessão", disse Levy, ao ser questionando pelo moderador do evento, o apresentador da CNN, Richard Quest, porque o Brasil está com a economia em forte contração neste momento. "Muitos de nós agora temos colchões em termos de reservas internacionais que podem ser amortecedores como não tínhamos antes", disse o ministro. 

O Brasil e outros emergentes, de acordo com Levy, tem procurado avançar na agenda de investimentos estruturais. Ele mencionou que o dinheiro para financiar estes projetos deve vir especialmente do setor privado.

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