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Mudanças na poupança ajudarão a reduzir juros, diz Lula

No rádio, presidente afirma que medida levará mais recursos da especulação para a produção e o consumo

Ana Paula Paiva, da Reuters,

18 de maio de 2009 | 08h05

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 18, que as mudanças na caderneta de poupança anunciadas pelo governo na última semana ajudarão a reduzir as taxas de juros, fazendo com que mais recursos se desloquem da especulação para a produção e o consumo. O governo decidiu cobrar Imposto de Renda, a partir de 2010, de aplicações na poupança que superarem R$ 50 mil. Com isso, o Executivo quer evitar que a redução da taxa Selic cause um movimento migratório de grandes investimentos para a poupança.

 

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"Os juros vão continuar caindo, e o juro caindo é importante para o povo brasileiro, porque o dinheiro que hoje está na especulação vai para a produção. Vai comprar casa, vai comprar carro, vai gerar empregos, vai comprar um produto qualquer. É isso que nós queremos para o Brasil", afirmou Lula em seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente.

"Vão reduzir a taxa de juros, sobretudo a taxa Selic, porque a crise econômica, o controle da inflação e a estabilidade financeira do Brasil permitem. Reduzindo a taxa básica, todos os outros juros vão reduzir", acrescentou. Lula reafirmou que as mudanças das regras da poupança só atingirão 1% dos aplicadores, os quais podem investir seus recursos em outros fundos de investimentos. "Esses fundos estão à mercê de serem reduzidos quando reduzir a taxa Selic", explicou Lula.

Viagens

O presidente gravou seu programa de rádio em Riad, na Arábia Saudita, onde busca acordos para promover o comércio e investimentos bilaterais. "A Arábia Saudita está em um grande processo de crescimento e de investimento em infraestrutura e o Brasil também", justificou o presidente.

Nesta semana, Lula ainda visitará a China, que tomou em abril pela primeira vez o lugar dos Estados Unidos como maior parceiro comercial do Brasil, e a Turquia. "Vamos consolidar a parceria estratégica que temos com a China. O fluxo da balança comercial com a China é extraordinário e pode crescer muito mais", disse Lula.

Em relação à Turquia, o objetivo do Brasil também é impulsionar o comércio. "O Brasil tem uma relação, eu diria, muito tímida com a Turquia. Nós queremos transformar essa relação com a Turquia em uma grande relação."

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