Mudanças na União Europeia trarão 'incerteza e ajuste', diz BIS

O diretor-geral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), Jaime Caruana, reconhece que a saída do Reino Unido da União Europeia vai gerar consequências negativas para o funcionamento do sistema financeiro internacional, com “incerteza e ajuste” à frente. Por isso, defende que, com uma ação coordenada global, será possível passar pelo período de ajuste “da maneira mais suave possível”.

Fernando Nakagawa, ENVIADO ESPECIAL/BASILEIA

27 Junho 2016 | 05h00

Em discurso durante a reunião geral anual do BIS realizada neste fim de semana na Suíça, Caruana reconheceu que o mundo financeiro vai sentir a decisão do plebiscito anunciada na madrugada de sexta-feira. “É provável que se abra agora um período de incerteza e ajustes”, disse, ao lembrar que “o Reino Unido está estreitamente integrado à economia mundial e abriga um dos centros financeiros mais importantes do mundo”. 

Apesar dos problemas, Caruana demonstrou confiança de que a reação das autoridades e o preparo dos sistemas financeiros serão adequados para conter os efeitos negativos. 

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