Mulheres estão menos confiantes na condução da economia

As mulheres, da mesma forma que os consumidores com renda superior a 10 salários mínimos, estão mais atentas aos efeitos que a crise política poderá exercer sobre a economia. Segundo o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de julho, calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), a confiança das mulheres na condução da política econômica caiu 4,2%, com o índice estabelecido por elas tendo situado nos 130,4 pontos numa escala de 0 a 200. Na mesma medição, a confiança dos homens cresceu 5,2%, atingindo 136,6 pontos.De acordo com a Assessoria Econômica da Fecomercio, a diferença se explica pelo fato de as mulheres reagirem com mais intensidade aos fatores internos, como os escândalos políticos e os possíveis efeitos disso para a economia e sua família, enquanto os homens são mais sensíveis às instabilidades internacionais.Na divisão por idade, o ICC apresentou queda de 1,8% para os consumidores com menos de 35 anos, enquanto para a faixa acima dessa houve alta de 3,6%.

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