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Mulheres têm mais escolaridade, mas ganham menos, diz IBGE

Segundo estudo, de cada 100 brasileiros com 12 anos ou mais de estudo, 56,7 são mulheres e 43,3 são homens

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

09 de outubro de 2009 | 10h27

As mulheres têm mais escolaridade, mas ganham menos em todas as posições na ocupação, segundo revela a Síntese de Indicadores Sociais divulgada nesta sexta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2008, na área urbana do País, a média de escolaridade das mulheres ocupadas foi de 9,2 anos de estudos, enquanto para os homens foi de 8,2 anos. Na área rural, a média de anos de estudo, "apesar de estar em patamares mais baixos", também é favorável às mulheres (de 5,2 anos de estudo, ante 4,4 para os homens).

 

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Entre as pessoas com 12 ou mais anos de estudo (nível superior completo ou incompleto), a desigualdade entre homens e mulheres é ainda maior, de acordo com o IBGE. Em 2008, que no Brasil, de cada 100 pessoas com 12 anos ou mais de estudo, 56,7 eram mulheres e 43,3 eram homens. No Maranhão a diferença é a maior entre os Estados, chegando a 62,7 mulheres e 37,3 homens em cada 100.

 

Segundo a Síntese, mesmo com uma maior escolaridade, a proporção de mulheres dirigentes (4,4%) ainda é inferior à proporção dos homens (5,9%). Além disso, enquanto 15,8% das mulheres ocupadas eram trabalhadoras domésticas, com carteira ou sem carteira, apenas 0,8% dos homens ocupados ocupavam esta categoria.

 

Em todas as posições na ocupação, o rendimento médio dos homens é maior que das mulheres. A maior diferença de rendimento médio é na posição de empregador, onde os homens auferem, em média, R$ 3.161, enquanto as mulheres apenas R$ 2.497, ou seja R$ 664 a mais para os homens, "o que corresponde a dizer que as mulheres empregadoras recebem 22% a menos que os homens", segundo o documento de divulgação da pesquisa.

 

De acordo com o estudo, outra atividade de trabalho "preponderantemente realizada pelas mulheres, e praticamente invisível na sociedade", é a realização dos afazeres domésticos. Do total das mulheres ocupadas, 87,9% declararam cuidar dos afazeres e do total dos homens, 46,1%. O numero médio de horas na semana dedicado a esses afazeres é de 20,9 para as mulheres e de apenas 9,2 para os homens.

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