Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Mulheres tomam a dianteira no ajuste das contas familiares

Pesquisa aponta que a maioria dos entrevistados que mudaram hábitos de compras era composta de mulheres

Márcia De Chiara, O Estado de S. Paulo

08 de março de 2016 | 12h30

As mulheres tomaram a dianteira no ajuste das despesas das famílias para enfrentar a crise econômica. No final do ano passado, mais da metade delas estavam à frente da reorganização do orçamento familiar, revela a pesquisa da consultoria Officina Sophia Retail em parceria com a ECGlobal.

De acordo com a enquete, 45% dos entrevistados que declararam que tinham mudado muito seus hábitos de compras, 53% eram mulheres. Também entre os 26% dos entrevistados que mudaram pouco os hábitos de compra por causa da crise, mas que pretendiam reduzir os gastos  nos próximos meses, 56% eram do sexo feminino.

Neste início de ano, a consultoria  voltou a consultar apenas as mulheres, cerca de 500, de todas as classes sociais em todo o País, para saber exatamente o saldo da crise. "O lado bom da crise é que as consumidoras se disseram mais atentas, espertas e conscientes na hora de ir às compras", observa Valéria Rodrigues, presidente da consultoria e responsável pela pesquisa.

A enquete deste início de ano aponta que 86% das entrevistadas afirmaram que a crise fez repensar os gastos e as despesas desnecessárias e 87% acreditam que ficaram mais espertas e atentas  às oportunidades de preços e ofertas.

Valéria explica que a fidelidade das consumidoras às lojas diminuiu por conta do ajuste nas despesas. A pesquisa aponta que 62% das entrevistadas estão visitando mais de uma loja para fazer compras de supermercado. Também 55% delas estão comprando roupas e calçados - o ponto fraco das mulheres - só em promoções.

Mudança de hábito. Tanto na compra de produtos de limpeza doméstica como em itens de higiene e beleza, as consumidoras optaram por embalagens econômicas para driblar a crise, com 65% das respostas. No caso de alimentos, a saída recorrente, de acordo com 65% das entrevistadas, tem sido comprar frutas, verduras e legumes  nos dias de promoção nos supermercados.

Entre as despesas compulsórias, o alvo foi a conta de luz, que subiu mais de 50% no ano passado. De acordo com a enquete, 76% das entrevistadas reduziram o gasto de energia elétrica e 64% adotaram a mesma estratégia para a água.

Apesar do ajuste, tudo indica que a fase de aperto de cintos deve continuar. A pesquisa mostra que, para  45% das entrevistadas, o pior da crise está por vir. Fatia equivalente das entrevistas (45%) acredita estar no pior momento da crise e para apenas 10% a fase mais crítica já passou.

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